Tubaína Jaboti

Tubaína Jaboti

Nome: Tubaína Jaboti

Sabor: Abacaxi e Maçã

Recipiente: 600ml Pet

Fabricante: Refrigerantes Jaboti

Local: Jaboticabal/SP

Preço Pago: 2,00

Ao voltar para casa, após uma viagem que fizemos até a casa de nosso amigo Neto, o Jogador Pensante, tivemos uma crise de combustível que nos fez desviar de caminho para a cidade mais próxima à procura de um posto de gasolina. Esta cidade foi Jaboticabal e na geladeira do posto de gasolina lá estava ele: O representante municipal dos refrigerantes com grande potencial para mediocridade, a Tubaína Jaboti.

Os mais (ou menos) atentos devem ter percebido que o nome do refrigerante não faz alusão ao réptil Jabuti (é réptil mesmo?) pois este se escreve com “U”. O Nome do refrigerante vem da sua terra natal, Jaboticabal. Este não é o primeiro exemplar nomeado com o prefixo do nome de sua terra. Já resenhamos por aqui o Guaraná Poty, de Potirendaba. Eu entendo a lógica na nomenclatura destes produtos como forma de não gastar tempo pensando em um nome legal e ligar sua marca à identidade da cidade na qual está instalada. Porém, eu acredito que este tipo de nomenclatura abra um precedente muito perigoso: Imaginem como seria o nome de um refrigerante fabricado em Analândia? Anal Cola? E em Pindorama? Pintubaína? Perigoso.

Jabotina Tubaí

A garrafa de Tubaína Jaboti não engana ninguém. Rótulo de papel, na típica garrafinha verde-guaraná-de-bairro. O design do rótulo também merece destaque pela combinação coerente e neo-clássica de amarelo com fontes vermelhas no fundo azul. O Curioso é que na garrafa, a empresa que assina o design se chama GeoDesign e o site deles é uma página que diz “casa de ferreiro, espeto de pau”. Sério. Aqui ó.

Enfim, ao finalmente abrir a garrafa de Tubaína Jaboti, tive uma experiência que jamais tinha tido com qualquer refrigerante: Ao girar a tampa, ouvi um som de algo raspando contra a tampa, como se houvesse areia na boca da garrafa e a tampa estivesse raspando nele. Provavelmente não era areia, mas sim açúcar. Muito saudável.

Após uma experiência auditiva ímpar, tive uma experiência olfativa agradável. A Tubaína Jaboti tem um cheiro forte e característico de salada de frutas. O que condiz bem com o que a garrafa anuncia como sendo um refrigerante misto de Abacaxi e Maçã. Me surpreendi no primeiro gole ao constatar que a Tubaína Jaboti não é tão doce quanto o barulho da sua tampa sugere. Ela tem pouco gás, e um gosto leve e agradável de frutas. Porém, este refrigerante desce pesado. Ele pesa no estômago tanto quanto um Jabuti sedentário. Sério, o gostinho leve e agradável é apenas uma máscara para o chute no estômago que o precede. Procurei na fórmula do refrigerante algum traço de chumbo ou outro metal pesado, mas não encontrei. Além do peso, a Tubaína Jaboti presenteia o consumidor com uma tsunami de saliva na boca após o consumo. Acredito que não seria um produto bem aceito no Sri Lanka.

Apesar de tudo, a Tubaína Jaboti é refrescante e tem um gosto bom, suave e agradável, que permanece no fundo da boca após o consumo. Porém o peso de lutador de sumo e a tsunami de fluidos bucais não colaboram com uma apreciação mais intensa e agradável. Resumindo, é um refrigerante gostoso porém é pesado e deve ser apreciado lentamente, para não inundar sua sala de saliva. Pensando bem, o nome Jaboti é realmente bem adequado. Vejam só vocês!

ANÁLISE

 Sabor: 7

 Mata a sede: 6

 Popularidade: 4

Embalagem: 5

Preço: 5

Nota geral: 6

“Leve como um jabuti sedentário”

Tubaína Estrela

Nome: Tubaína Estrela

Sabor: Guaraná

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Refrigerantes Estrela

Local: Jales/SP

Preço Pago: R$ 2,50

Em uma fatídica reunião de amigos previamente descrita neste blog, provamos alguns refrigerantes que servem como demonstrativo da falta de mão-de-obra qualificada pela qual passa o Brasil. Porém, em meio à míriade de mediocridade, algo brilhou com o brilho semelhante ao de uma estrela. Foi a Tubaína Estrela. (lame)

Este é o primeiro exemplar (das dezenas) de Tubaínas presentes no interior de São Paulo. Para aqueles não tão letrados na arte dos refrigerantes underground, o ‘nome’ Tubaína foi inventado pela Ferráspari, de Jundiaí para nomear seu refrigerante de Tutti-Fruti, bem semelhante ao Guaraná. Vários fabricantes então, passaram a pedir autorização para usar o nome “Tubaína” para denominar seu produto. Geralmente as Tubaínas são refrigerantes regionais do estado de São paulo, mais baratos do que os produtos premium e geralmente com sabor entre o Tutti-Fruti e o Guaraná.

A Tubaína Estrela é uma das orgulhosas detentoras do nome que desperta ódios e amores nos consumidores por todo o estado de São Paulo.

Veja o que o Refrigerando achou desta pérola da região mais caipiramente sensacional do Brasil abaixo:

ANÁLISE

Sabor: 7

Mata a Sede: 7

Popularidade: 4

Embalagem: 6

Nota Geral: 7

“Brilha Brilha Estrelinha…”

Guaraná Pequetito

Nome: Guaraná Pequetito

Sabor: Guaraná Tubaína

Recipiente: 2,00L Pet

Fabricante: Pequetito Refrigerantes

Local: Monte Santo de Minas, Minas Gerais (não brinca!)

Preço Pago: R$ 2,40

Rótulo Escroto

Olha isso, vó!

Resenha: Estava eu, aterrado em uma ressaca espiritual, após um domingo cansativo e ensolarado. Era segunda-feira. Meu expediente havia começado. 6 da matina. Eu com olheiras do tamanho das do Tio Fester Adams. Urubus circulavam a carniça mórbida de um pobre animal indefeso em decomposição. Tudo parecia perdido, quando entro na minha sala e em seguida, Tiago Cruz me aparece com uma sacola, dizendo: “Tenho uma nova novidade aqui, pra tu.” Olhei para o rótulo e fiquei chocado, incrédulo, estatelado e com medo. Pequetito? Que nome tenebroso. Nada poderia me impedir agora de fazer outro post suicida. Fiquei contemplando a garrafa setentista com um ar de mais profunda curiosidade e finalmente a deixei de lado, desistindo de entender o porquê das letras garrafais e o porquê do rótulo ser tão retrô. Geralmente nos deparamos com rótulos coloridos e bem humorados. Não é o caso aqui. Se não fosse o garotinho extremamente mal desenhado nesse rótulo, eu iria dizer que se tratava de uma bebida alcoólica foleira e não de um refrigerante. Aliás, já vi garrafas de aguardente de cana com rótulos bem mais humorados que esse daqui. Inclusive tem uma no bar daqui de casa que chama “Levanta o Pau“, cujo gargalo é torto pra cima. Mas isso não vem ao caso agora, tô falando de rótulo e não de garrafa, caramba.

Eu, em uma mescla absolutamente sublime de estranheza e curiosidade (abraço pro pessoal da FATEC).

Não se tratava de algo normal. Precisava de um irmão com estômago forte o suficiente e percepção avançada para essatarefa ardilosa. Chamei o Guilherme Drigo no Messenger e contei a mais nova novidade: tínhamos um refrigerante de outro estado para desvendar. E não qualquer refrigerante, um famoso. O Guaraná Pequetito é um dos refrigerantes mais tradicionais do estado de Minas e sobrevive por décadas. Não vou importunar suas pobres mentes com a história dele, mas a saga dessa aberração pode ser vista aqui. Coloquei a garrafa na geladeira e adverti o pessoal daqui de casa para não tomar o refrigerante. Comecei a pressionar o Guilherme para vir aqui, mas este se dedicava a outras tarefas mais importantes, como baixar seus vídeos suspeitos de felação contínua e fazer suas quests gigantescas e chatíssimas de World of Warcraft. Resultado? O refrigerante ficou três dias na geladeira na parte de baixo e bem lá no fundo.

Veado com cara de veado.

"Mas que p%$#@ é essa, mano?"

Com o Guilherme aqui, me apressei em abrir o refrigerante. E como temos nossa beleza ímpar, tiramos fotos junto com a garrafa. A curiosidade estava me tragando vivo. Eis então que ele colocou seu narigão e me olhou com os olhos arregalados: “Velho… muito forte, parece Thinner!” Cheirei e identifiquei com prontidão, o aroma utilizado naqueles chicletinhos vagabundos de 5 centavos, mas com o aroma muito forte mesmo. Fortemente o aroma. Tomamos o primeiro gole e constatamos: é muito forte mesmo! E extremamente doce! Se você pegar Red Bull e colocar duas colheradas de açúcar provavelmente sentirá uma semelhança exorbitante com esse produto mineiro. A força desse refrigerante é tão elevada, que deveriam substituir o moleque mal feito pelo Júnior Cigano. É tão forte que o gosto fica impregnado na boca. Pode ser usado como enxagüante bucal.

Após tomarmos esta maravilha, chegamos à conclusão que os mineiros chapam no Pequetito. Uma modalidade muito boa de degustar essa belezinha é fazer o famoso Molotov Mineiro, segue abaixo a receita:

Cocktallus Minerus Assassinus

"Sinta sua animalidade!"

- 50ml da pior cachaça local ou da pior vodka
- 200ml de Guaraná Pequetito
- Determinação
- LIBERTAS QUE SERA TAMEN

Beba comendo o queijo da sua preferência e aguarde pelos resultados nefastos.

Alguém me explica o que esse garoto tá segurando? É uma miniatura da Tocha Olímpica? E na outra mão? Por que ele tem uma mecha branca no cabelo? POR QUE, DEUS!?

A coloração de whisky confirma que se trata de um produto bem concentrado, porém este refrigerante está bem acima de todas as porcarias que já postamos aqui. Ele não causou ardência na língua, não deixou gosto amargo na boca e nem deixou arrotos presos. Mas isso não faz dele bom. Pequetito está na categoria “guaranás ruins que não fazem mal”. Desde o rótulo até sua concentração, passando pela espuma marrom até o gosto misto de remédio/produto de limpeza/chiclete/Red Bull, tudo é muito estranho. Não desagrada o paladar nem causa ânsia de vômito, mas a estranheza do sabor é notável. Eu diria que foi o refrigerante mais excêntrico que experimentamos até agora. Digo “até agora” porque tenho certeza que as coisas vão ficar piores. Muito piores.

ANÁLISE

Sabor: 4 (estranho e doce ao extremo)

Mata a sede: 5 (mesmo gelado é enjoativo)

Popularidade: 6 (conhecido só em Minas, uai sô!)

Embalagem: 3 (que tipo de bruxaria é esta?)

Preço: 5 (2,40!)

Nota geral: 5

“Mas que trêm estranho é esse, sô.”

Guaraná Itubaína

Nome: Itubaína

Sabor: Guaraná com Aroma de Tutti Frutti

Recipiente: 2L Pet

Fabricante: Schincariol

Local: Itu/SP

Preço pago: R$ 2,40

O rótulo dá a impressão que estamos diante de um guaraná decente. Ledo engano.

Durante a missão suicida de conseguir um WiiMote em plena sexta-feira antes do Natal, eu e meus alegres companheiros (Guilherme, Diego e Nathanael) avistamos uma garrafa com rótulo bonito, nomeada Itubaína, uma imitação barata da Tubaína, que é um refrigerante de guaraná com um certo aroma de tutti-frutti. Notamos também a presença da palavra “tradicional” e da fabricante: Schincariol, da cidade de Itu. Nos entreolhamos e chegamos todos a conclusão que não se tratava de uma aberração tão grande, apenas de um refrigerante desconhecido. Mas como sempre a vida sempre insiste em nos pregar peças e nos surpreender, positivamente ou negativamente pois Deus sabe o que é melhor para nós, percebemos que o dinheiro gasto (2,40) não valeu.  Após esse corre magnífico pelo calor infernal de São José do Rio Preto, uma barrinha de Kit-Kat derretido, fomos cada um para suas casas para tomar banho e a galera se apressou a chegar em casa, para um campeonato mais que supimpa de Mortal-Kombat, Street Fighter II e Windjammers (chupem, seus losers, fui campeão duas vezes).

A efervecência linda de um anti-ácido de abacaxi.

Quando abri a garrafa, notei que a espuma era completamente dentro dos padrões de um guaraná bom. A coloração escura dá credibilidade ao refrigerante. Antes de beber dessa iguaria interiorana, coloquei meu nariz dentro do copo e notei uma coisa: a Itubaína, quando recém colocada, lembra muito um anti-ácido de abacaxi, mas com o efeito reverso: me causou um mal-estar seguido de queimação de estômago. Me pergunto até quando vou agüentar esse experimento masoquista de ficar experimentando todas essas aberrações gaseificadas.

Itubaína é um refrigerante doce ao seu extremo e mascara o seu sabor insosso que, segundo o rótulo, é um ‘refrigerante de guaraná com aroma de tutti-frutti’. Porém, nada de tutti-frutti. Apenas um gosto de abacaxi agüado, uma ardência estranha na língua, a boca amarrada e a velha sensação de ter sido enganado.

Vamos usar a matemática: estávamos em 7 pessoas, todos beberam o refrigerante e mesmo assim ainda sobrou um quarto da garrafa e fora o que ficou no copo de cada um! Todos ficaram enjoados, todos sentiram azia, todos chegaram a conclusão que apesar de parecer bom, Itubaína é um refrigerante terrível, que não vale o seu preço e nem sua degustação.

ANÁLISE

Sabor: 3

Mata a sede: 4

Popularidade: 3

Embalagem: 7

Preço: 2

Nota geral: 5

“The Pineapple Incident”

BÔNUS:

6 eh 1 bosta! Campeão Windjammers 2011! Que jeito!? Essa é só pro pessoal de trad.