Devito Abacaxi

Danny

Nome: Devito Abacaxi

Sabor: Estomazil

Recipiente: 2L Pet 

Fabricante: Refrigerantes DeVito

Local: Catanduva, SP 

Preço Pago: Perdi a notinha do supermercado e não consegui ver

OMG... esse abacaxi...

OMG… esse abacaxi…

Estava em uma jornada em Novo Horizonte para… como colocar isso delicadamente? Colocar pra dentro. Tirar o atraso. Atochar. Dar uma besuntada. Fazer prospecção e sondagem. Após um longo rolê de carro eu finalmente teria o que tanto merecia, após dias e dias de cinco contra um quase que ininterruptos. Eu estava a ponto de ebulição. Como minha barriga precisava de suprimentos para aguentar o baque da pós-fodelança, fui com a guria em um supermercado para preencher alguns espaços na mesa e na geladeira. Compramos uma Coca Gigante, chocolates e mais várias coisas que não me lembro. A minha frente, em uma prateleira em altura média, eu encontrara mais um exemplar da família de purgantes da Refrigerantes Devito: Sabor Abacaxi. Peguei aquela garrafa verde com asco e simplesmente me dirigi ao caixa do supermercado. Passei aquela porcaria pela esteira da atendente do local, que olhava para mim em olhar de reprimenda. Empacotei as coisas e fui para o carro, guardando tudo no porta malas do meu carro.

Prefiro ocultar o que vem depois. Acho que vocês não estariam muito lá interessados em saber. A garrafa ficou no porta malas, pois eu não ia tomar aquilo na frente da garota. E se me desse uma diarréia? Era algo completamente fora de questão. A garrafa ficou lá, perdida e empoeirada por um bom tempo. Até que determinado dia, resolvi procurá-la. Ela havia simplesmente desaparecido.

Achei o produto no quartinho de limpeza daqui de casa, implorando para ser tomado. Eu precisava resenhar mais um refrigerante. Era mais que um sinal, era um chamado. Eu precisava voltar às minhas escritas e concluir a Bíblia dos Refrigerantes. Coloquei a garrafa na geladeira e deixei gelar. Deixei por uns três dias, pois tive experimentos nefastos com refrigerantes lado B que não resfriaram direito dentro da minha geladeira. Três é um número legal, me lembra que Jesus ressuscitou no terceiro dia. Me lembra Menáge a Trois. Me lembra os Três Porquinhos e também os três mosqueteiros. Então 3 é um número massa. Quando abri, não vi lá muito gás no mesmo, porém quando coloquei no copo… a cor de mijo radioativo e a efervescência de antiácido de abacaxi me deixaram estarrecido. Fiquei encarando aquilo e me perguntando se não era melhor ter deixado aquela garrafa apodrecer naquele quartinho empoeirado.

Apu deu a bunda em Curitiba

Radioatividade

Primeira golada e eu já estava puto. Segunda golada e eu já estava transtornado: Atrás daquele gosto de abacaxi sintético, lá estava: um fundo de dipirona! Torci a cara, o nariz e senti um leve arrepio no braço, que me fez ter vontade de colocar aquela garrafa em pé e meter o bicudo nela.  E o gosto de remédio barato pra dor de cabeça ficou na minha língua por um bom tempo, até eu comer alguma coisa pra tirar aquele sabor nefasto da boca. Decidi não tomar mais aquilo, pelo meu próprio bem e deixei o copo quase que cheio em cima da pia, dando as costas e apagando a luz da cozinha, deixando apenas a lâmpada da mesa de jantar acesa, pois eu precisava voltar para a cozinha mais tarde. A combinação entre a lâmpada e o refrigerante deram literalmente a impressão dele estar brilhando no escuro. Fiquei olhando aquilo por vinte segundos e resolvi ir para o meu quarto, sem a mínima idéia que aquilo realmente iria estragar meu estômago.

Já tivemos uma impressão bem ruim de um dos refrigerantes Devito e eu aposto a virgindade anal do Alex Alves (opa, esqueci que ele não tem mais) que todos eles são ruins. Então me respondam, fábricas genéricas de refrigerante do interior: como vocês sobrevivem?

ANÁLISE

Sabor: 2

Mata a Sede: 3

Popularidade:  1

Embalagem: 2

Nota Geral: 2,5

“It’s never sunny on Catanduva Part 2”

Wewi Guaraná Orgânico

Wewi Guaraná Orgânico

Nome: Wewi

Sabor: Guaraná (orgânico)

Recipiente: 250ml vidro

Fabricante: Natumaker

Local: Sorocaba/SP

Preço Pago: R$ 3,00

Estava eu transitando por um supermercado famoso, que se clama “lugar de gente feliz”  provavelmente, porque tudo lá custa o olho da cara então seus fregueses são ricos. E ricos são felizes, isso é uma verdade universal. Pois bem, estava eu passeando pelos corredores com produtos importados, me sentindo um afegão em Paris, quando meu sentido de aranha apontou para o canto da prateleira dos refrigerantes. Naquele canto superior da prateleira, havia uma série de garrafinhas marrons. Quando me aproximei e li “Wewi Guaraná Orgânico” fui impelido a pegar  a garrafa rapidamente e me dirigir ao caixa, sem olhar para as prateleiras e realizar o quão pobre sou.

Orgânico, bitch!

Orgânico, bitch!

Durante todo o caminho para casa fiquei me indagando “Como é possível um produto industrializado ser ‘Orgânico’?”. Esta indagação ainda permanece na minha mente, mas o fabricante parece particularmente orgulhoso disso, pois a garrafa é pequena mas o que não falta são avisos de “100% natural” e “ORGÂNICO” gritando na sua cara. Pesquisei a “certificação” de orgânico, e realmente procede, embora eu continue sem entender como funciona esse negócio de “produto orgânico”. Isso virou moda. Agora tem de tudo orgânico. As madames pagam 3x mais no produto porque tem escrito orgânico no rótulo, mas quando aparece um louco falando que bebe urina, ela torce o nariz com nojinho. Ué, urina não é orgânico também? Bosta é orgânico, e não vejo ninguém falando que faz bem comer um tolete recém plantado no vaso. Enfim…

A primeira coisa: Como se pronuncia o nome? UêUí? Veví? Wall-E? Não sei. Mas a garrafinha de Wewi é bonitinha. Bem desenhada, perto das garrafas tradicionais ela realmente passa uma imagem de ser mais “magra” , mais saudável. Interessante.

Tive várias expectativas antes de experimentar este produto. Esperei um guaraná normal. Esperei um guaraná com pedaços de grama. Esperei uma mistura de guaraná e trigo. Sabia que não seria nada disso, mas a palavra “orgânico” realmente mexeu com minha criatividade infantil. Ao abrir a garrafa, surgiu o curioso cheiro do refrigerante que é uma mistura de Guaraná Antarctica com cerveja. Notei também a pouca quantidade de gás presente no refrigerante.

Tá. É orgânico. Já entendi...

Tá. É orgânico. Já entendi…

O tal do Wewi tem um gosto leve de guaraná, mas o que se destaca no paladar é o gosto de açúcar mascavo. Tem muito gosto de açúcar mascavo. Muito mais do que qualquer outra nota de sabor. Ele começa bem doce no paladar, mas vai aos poucos criando um fundo amargo. Não chega a amargar, mas tem um fundinho. Achei ele bem suave e agradável, não pesa no estômago nem arde a língua. Mas por outro lado ele também não é o refrigerante mais gostoso do planeta.

O que marca no Wewi, não é a embalagem e nem o sabor. É o preço: Paguei módicos R$ 3,00 em uma garrafinha de 250ml. Veja bem. Por este preço, 1 litro de Wewi custaria R$ 12,00 e uma tradicional garrafa de 2L de Wewi custaria R$ 24,00. Eu posso estar enganado, mas por 12 reais você pode comprar 6 garrafas de 1L de Coca-Cola. Tudo bem que o Wewi tem como público alvo um nicho bem específico de consumidor, mas mesmo assim “TA CARO PA CARAI”.

Para finalizar, Wewi é um refrigerante agradável. É suave, refrescante e gostoso. Incito todos à experimentarem, embora seja mais fácil encontrar heroína do que o Wewi para vender. Apenas não seja aquele cara que diz “Noffa eu atóron o Wewi porque é orgânico e eu não consumo nada de origem animal. Só consumo produtos orgânicos, hó hó hó hó”. Por favor. Não seja esse cara. Não seja.

PS: A página do Facebook do Wewi tem menos likes que o Refrigerando. Show them some love, guys.

ANÁLISE

 Sabor: 7

 Mata a sede: 7

 Popularidade: 1 

Embalagem: 7

Preço: 1

Nota geral: 6,5

“Orgânico. Orgânico. ORGÂNICO!!!!”

Maçã Don

Maçã Don

Nome: Maçã Don

Sabor: Maçã

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Bebidas Don

Local: Ribeirão Preto/SP

Preço Pago: R$ 3,00

Este é um registro perdido pelo Refrigerando. Foi encontrada uma fita VHS em uma gaveta esquecida. Neste VHS estavam gravados um episódio de Carga Pesada, quinze minutos de estática, um trecho de Cristian e Ralf no Sabadão Sertanejo, e um episodio perdido do Refrigerando. Gravado em algum momento do décimo segundo ano do segundo milênio, este registro histórico mostra a viagem dos idealizadores até a mais caipira das grande cidades: Ribeirão Preto. Em visita ao feudo de Sir Neto de Gordor, o Jogador Pensante, os guerreiros dessa nave mãe chamada Refrigerando se meteram em altas confusões com uma galerinha da pesada. Este parágrafo pareceu uma TV trocando de canal.

O espécime Ribeironense (não sei como é de verdade) encontrado foi o Maçã Don. O refrigerante nobre, que foi batizado em homenagem há uma visita de Dom Pedro à Ribeirão, como elucidou nosso amigo Neto em uma aula de história falsa.

O Maçã Don é o refrigerante regional mais popular da Região de Ribeirão Preto, não por menos. Mas não botemos o carro à frente dos bois. Vejam o que achamos do Maçã Don logo após os reclames do Renan:

ANÁLISE

 Sabor: 8

 Mata a sede: 7

 Popularidade: 5 

Embalagem: 6

Preço: 6

Nota geral: 7,5

“Dom Pedro aprova”

Datubeba Esportivo

Datubeba Esportivo

Nome: Datubeba Esportivo

Sabor: Guaraná com aroma de Morango, Abacaxi e Maçã (!)

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Esportivo

Local: Santa Bárbara D’Oeste/SP

Preço Pago: Presente de grego

Aqui estamos nós mais um ano. Eu poderia muito bem ter feito uma resolução de ano novo para parar de tomar refrigerante, ou até melhor, deixar de ser idiota. Mas não fiz. E mesmo se tivesse feito, não ia cumprir, porque ninguém nunca cumpre essas coisas e quem diz que cumpre, além de mentiroso é chato. E eu ainda tenho vários refrigerantes estranhos armazenados no meu quarto.

Esta peça rara foi um presente do ilustre corinthiano Matheus Pierry, e vem da grande e gloriosa Santa Bárbara d’Oeste, terra do mítico União Barbarense, e cidade tão, mas tão chique que tem apóstrofe no nome. Se sua cidade não tem apóstrofe no nome, reclame com seus representantes, é uma vergonha como o povo brasileiro não se revolta com nada, nem com causas vitais como esta.

Como chama essa joça?

Como chama essa joça?

Antes de começar, queria abrir aqui um parêntese: Eu não sei exatamente como chamar este refrigerante. Geralmente refrigerantes se chamam Guaraná Fulano, Tubaína Ciclano, Berna Cola ou Apu Guaraná. Mas esse não. O Rótulo é confuso. Ele tem a palavra “Esportivo” rodeando  o rótulo 360º. E esporadicamente a palavra “Datubeba” acompanha. O que diabos é Datubeba? Datubeba é um tipo de refrigerante? Ou é a marca? Mas a marca não era Esportivo? Ou a marca é Datubeba Esportivo. Se é isso, porque o ESPORTIVO grita na sua cara, enquanto o Datubeba é discreto? Fiquei zonzo com este rótulo 360º tresloucado.

Sem contar que, logo abaixo (vide imagem) ele se apresenta como um Refrigerante de Guaraná com aroma de Morango, Abacaxi e Maçã. Cacete. Quem fez isso, o Chaves? Que confusão. Por que não Tutti-Fruti, precisa mesmo listar todos os aromas que usaram no refrigerante com destaque no rótulo. Antes mesmo de tomar esse tal de Jurubeba já fiquei puto com a confusão que o rótulo é. Se o rótulo não consegue ser direto e claro, imagina a linha de produção dessa birosca.

Desce Macio e Reanima

Desce Macio e Reanima

Confusões aparte, parti para esta empreitada sem saber o que esperar. Quem sabe este é mais um daqueles refrigerantes que parecem vagabundos o suficiente pra te deixar sem expectativas e aí ele te surpreende sendo bom. Não quero apressar as coisas, mas SPOILER ALERT: Não é.

Ao abrir a garrafa de Datubeba (não sei porque não me sinto confortável escrevendo essa palavra) o primeiro presságio da tragédia se manifestou pelo soar das cornetas do diabo. Na verdade, não soou nada, pois não tinha gás na garrafa. Geralmente essas peças raras, trazidas de longe não têm gás, acredito eu pela sacolejante viagem que elas tem até chegar ao seu destino final. Jamais saberei se lá em Santa Barba o trem tem gás. Minha companhia para esta empreitada, Alex Alves (The Philosopher) esboçou um olhar de reprovação e arrependimento no ato de abertura da garrafa.

Ao colocar no copo, o choque é constatar que a cor escura e macabra do Esportivo lembra um conhaque brabo de boteco. Além da falta de gás, a clássica cheiradinha na garrafa revela um cheiro leve de Tutti-Frutti. Mais uma vez mostrando quão desnecessária a descrição do rótulo é. Ao tomar, constata-se que o Esportivo não tem nada de Guaraná ou maçã ou morango, mas tem um leve quê de abacaxi. Não é muito doce, ironicamente, por vir da terra chamada de “Pérola Açucareira”.

O estranho Esportivo parece um pouco mais denso do que os demais refrigerantes. Talvez seja a falta de gás. Talvez seja o líquido tentando compreender a sua própria existência confusa. Tirando uma leve ardência na garganta, após alguns goles, não senti nada pelo Esportivo, exceto apatia. É um refrigerante extremamente confuso e sem graça. Pouco gosto, pouco doce, pouca graça e muitas indagações.

O rótulo mostra sombras porcamente desenhadas praticando esportes como vôlei, futebol, atletismo, luge e curling (os dois últimos são mentira, mas seria bem mais legal). Porém o único esporte que o Datubeba Esportivo nos deu vontade de praticar foi Basquete:

Basquete Datubeba

ANÁLISE

 Sabor: 3

 Mata a sede: 4

 Popularidade: 1

Embalagem: 4

Preço: -

Nota geral: 3

“What the Fuck?”

Tubaína Jaboti

Tubaína Jaboti

Nome: Tubaína Jaboti

Sabor: Abacaxi e Maçã

Recipiente: 600ml Pet

Fabricante: Refrigerantes Jaboti

Local: Jaboticabal/SP

Preço Pago: 2,00

Ao voltar para casa, após uma viagem que fizemos até a casa de nosso amigo Neto, o Jogador Pensante, tivemos uma crise de combustível que nos fez desviar de caminho para a cidade mais próxima à procura de um posto de gasolina. Esta cidade foi Jaboticabal e na geladeira do posto de gasolina lá estava ele: O representante municipal dos refrigerantes com grande potencial para mediocridade, a Tubaína Jaboti.

Os mais (ou menos) atentos devem ter percebido que o nome do refrigerante não faz alusão ao réptil Jabuti (é réptil mesmo?) pois este se escreve com “U”. O Nome do refrigerante vem da sua terra natal, Jaboticabal. Este não é o primeiro exemplar nomeado com o prefixo do nome de sua terra. Já resenhamos por aqui o Guaraná Poty, de Potirendaba. Eu entendo a lógica na nomenclatura destes produtos como forma de não gastar tempo pensando em um nome legal e ligar sua marca à identidade da cidade na qual está instalada. Porém, eu acredito que este tipo de nomenclatura abra um precedente muito perigoso: Imaginem como seria o nome de um refrigerante fabricado em Analândia? Anal Cola? E em Pindorama? Pintubaína? Perigoso.

Jabotina Tubaí

A garrafa de Tubaína Jaboti não engana ninguém. Rótulo de papel, na típica garrafinha verde-guaraná-de-bairro. O design do rótulo também merece destaque pela combinação coerente e neo-clássica de amarelo com fontes vermelhas no fundo azul. O Curioso é que na garrafa, a empresa que assina o design se chama GeoDesign e o site deles é uma página que diz “casa de ferreiro, espeto de pau”. Sério. Aqui ó.

Enfim, ao finalmente abrir a garrafa de Tubaína Jaboti, tive uma experiência que jamais tinha tido com qualquer refrigerante: Ao girar a tampa, ouvi um som de algo raspando contra a tampa, como se houvesse areia na boca da garrafa e a tampa estivesse raspando nele. Provavelmente não era areia, mas sim açúcar. Muito saudável.

Após uma experiência auditiva ímpar, tive uma experiência olfativa agradável. A Tubaína Jaboti tem um cheiro forte e característico de salada de frutas. O que condiz bem com o que a garrafa anuncia como sendo um refrigerante misto de Abacaxi e Maçã. Me surpreendi no primeiro gole ao constatar que a Tubaína Jaboti não é tão doce quanto o barulho da sua tampa sugere. Ela tem pouco gás, e um gosto leve e agradável de frutas. Porém, este refrigerante desce pesado. Ele pesa no estômago tanto quanto um Jabuti sedentário. Sério, o gostinho leve e agradável é apenas uma máscara para o chute no estômago que o precede. Procurei na fórmula do refrigerante algum traço de chumbo ou outro metal pesado, mas não encontrei. Além do peso, a Tubaína Jaboti presenteia o consumidor com uma tsunami de saliva na boca após o consumo. Acredito que não seria um produto bem aceito no Sri Lanka.

Apesar de tudo, a Tubaína Jaboti é refrescante e tem um gosto bom, suave e agradável, que permanece no fundo da boca após o consumo. Porém o peso de lutador de sumo e a tsunami de fluidos bucais não colaboram com uma apreciação mais intensa e agradável. Resumindo, é um refrigerante gostoso porém é pesado e deve ser apreciado lentamente, para não inundar sua sala de saliva. Pensando bem, o nome Jaboti é realmente bem adequado. Vejam só vocês!

ANÁLISE

 Sabor: 7

 Mata a sede: 6

 Popularidade: 4

Embalagem: 5

Preço: 5

Nota geral: 6

“Leve como um jabuti sedentário”

Guaraná São Carlos

Nome: São Carlos

Sabor: Guaraná

Recipiente: 1l Pet

Fabricante: Ticare Bebidas

Local: São Carlos/SP

Preço Pago: R$ 3,00

Na última vez que aventurei-me pelas entranhas da maior selva de concreto da América Latina, em busca de pedras preciosas, temperos,  especiarias e metal progressivo, parei em um famoso posto e santuário rodoviário (bem conhecido pelos paulistas do Noroeste) chamado Castelo. No castelo, após vencer o primeiro boss na base do tank and spank e passar dos mobs usando vanish e sap… erm, desculpe. Meus olhos, que foram muito bem treinados para identificar qualquer tipo de vida estranha na prateleira de bebidas, encontrou uma peça que eu nunca havia ouvido falar: o Guaraná São Carlos. Imediatamente capturei-o, pois Refrigerantes são como Pokémons, temos que pegar. Vocês não, nós do Refrigerando temos. Na verdade não temos. Eu poderia simplesmente parar de tomar estes lixos e deixar vocês se divertirem com um das dezenas de milhares de blogs Cntrl C + Cntrl V da internet, que recebem mais de 10 mil vezes mais acessos que o Refrigerando, não é mesmo? Mas não farei isso. Por enquanto. Fiquem espertos, vacilões.

4:20 Hora de tomar São Carlos

Após alguns dias de medo e tensão disfarçados de procrastinação, resolvi tirar o feto da sacola e encará-lo de frente. E ao encará-lo notei como o Guaraná São Carlos não faz o menor esforço para parecer menos vagabundo do que é. Sério, ao olhar pro São Carlos ao lado da Coca-Cola é como ver um executivo de terno Armani ao lado de um hippie sujo tocando Raul Seixas e pedindo uns trocados pra comer um salgado na pastelaria do Chinês.

O plástico usado na embalagem é tão fino, que é translúcido. Podemos ver os recortes do plástico sobrando nos cantos do rótulo, e o design… ah o design.
Certamente, o dono da Fábrica não sabia como criar um logotipo e um rótulo, então ele pediu para o seu sobrinho de 16 anos, o Jailson, pois Jailson havia feito um curso de webdesign na Microlins, então era um hacker dos computador. Jailson, utilizando todo seu conhecimento em Corel Draw, desenhou um belo rótulo para seu tio. Porém, como Jailson é um menino saidinho e anda com uma galerinha da pesada que curte um Bob Marley e um SOJA, usou suas influências cannabísticas e rastafarianas, e criou o rótulo de refrigerante mais maconheiro da América Latina (incluindo Bolívia e adjacências). Belíssima combinação de amarelo, vermelho e verde. Brincadeiras aparte, estou certo de que o designer do rótulo só queria prestar uma homenagem à soberana e orgulhosa nação do Senegal. Nada mais.

Após não ter sido estimulado nem um pouco, pelo seu rótulo, fui para a experiência paladar sem esperanças e preconceitos (mentira, muitos preconceitos). Após o primeiro gole constatei que o Guaraná São Carlos é mais um daqueles produtos de características tão aguçadas, sabores tão gritantes e texturas tão belas, que ao tentar discernir o que sua boca está sentindo, seu cérebro entra em curto-circuito e sua mente exibe uma tela de Erro 404 – Sabor não encontrado. O Guaraná São Carlos é um refrigerante vagabundo. Quem esperava por essa, não é mesmo? Ele tem pouco gosto e não tem cheiro algum. Exceto pelo leve gosto de caramelo e um toque de sabor de groselha (!?!) o São Carlos nada tem à oferecer. Não tem o gosto tradicional de guaraná nem aroma, nem… nem nada.  Se não carregasse no nome a responsabilidade que a palavra Guaraná trás, poderia ter se dado melhor como Refresco São Carlos.

Após o consumo de um copo, me senti empanturrado, com a língua ardendo BASTANTE e com fome (esta frase tem como objetivo remeter ironicamente ao Parágrafo 3, onde o autor classificou o sujeito como ‘maconheiro’, pois segundo o conhecimento popular, usuários de Maconha [Cannabis Sativa] sentem muita fome após consumi-la através da sua queima em formato de cigarro). Esperei o barato, mas, novamente, fui decepcionado pelo São Carlos.

Nem vou comentar o nome do Fabricante ‘Ticare Bebidas‘ porque, francamente. Resumindo, o Guaraná São Carlos é vagabundo, mas vagabundo mesmo, daqueles que tem 34 anos, moram com a mãe, não trabalham nem estudam e gastam sua mesada comprando jogos piratas de XBOX 360. Ele é tão sem graça, que deveria ter vergonha de ter seu nome no plural e ao invés de se chamar São Carlos, deveria se chamar É Carlo (Esta frase foi inserida pelo autor para terminar o texto de maneira irreverente, porém, como podem perceber o mesmo falhou em sua tentativa, o que resultou em um final inconclusivo, que empobreceu a qualidade linguística e gramatical do todo).

ANÁLISE 

Sabor: 3

Mata a Sede: 5

Popularidade: 1

Embalagem: 2

Preço: 3

Nota Geral: 3

“420 Guaraná ”

Devito Limão

Nome: Devito Limão

Sabor: Limão

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Refrigerantes Devito

Local: Catanduva/SP

Preço Pago: 2,75

Fuel for hatred.

Eu não tenho nenhum problema com refrigerantes cítricos além da minha azia mórbida após tomá-los. Geralmente eles são bons e geralmente fazem a alegria da rapaziada e dão aquele azedo característico que enche nossas vidas de esperança. Com isso bem encalcado na mente do staff do Refrigerando, nos reunimos em uma noite de puro agito, com Max Payne 3 na tela e muita animação no ar para uma degustação generalizada de porcarias, digo, refrigerantes. O Refrigerando gosta muito de resenhar muitas iguarias de uma vez só e ir soltando aos pouquinhos, para que tenhamos conteúdo sempre. Isso é um segredo nosso de estado, mas eu revelo, porque guardar segredinho é coi’dibicha.

Resolvemos abrir o Devito Limão, que foi também foi trazido pelo artista marcial Thiago Luzin, que possui uma jovialidade ímpar, apesar de sua falta de fios capilares. Resenhar um refrigerante de limão é uma senhora bucha para nós, pois não havíamos resenhado exemplar algum. Tudo bem que o Funada Citrus tem um sabor alimãozado, mas está mais para Schweppes do que para refrigerante de limão. Sem mais delongas e sem mais frescuras, nos apressamos em abrí-lo. E o gás não se fez presente. Foi tão sem graça que nenhum de nós disse “Release The Kraken!”. O desapontamento exalara no ar como uma flor cheirosa na primavera. E falando em cheiro, onde está o cheiro dessa porcaria mórbida? Todo mundo enfiou o nariz na garrafa (se eu pegar alguma doença no pulmão, é culpa dessa blog) e ninguém sentiu cheiro algum. Olhos arregalados. Silêncio. Ouve-se uma flatulência de pequeno ruído no ar.

A feiúra da garrafa é notável. Ninguém em sã consciência além de nós, idiotas, compraria esse refrigerante chinfrinho pela embalagem. Não devemos julgar um livro pela capa, mas se ninguém fala desse livro, isso é um problema e devemos julgar, apontar e rir dele como se ele fosse uma criança pré-adolescente gorda e espinhenta (eu fui assim, não me zoem).

Devito Limão

Apesar das zoações e das piadinhas com nosso querido ator Danny DeVito, Devito possui um sabor de suco de limão genuíno, diferente de um monte de porcarias de limão que parecem tão artificiais quanto o busto da Sabrina Boing-Boing. Suco de limão mais água com gás. É refrigerante de festinha de criança, com uma qualidade bem duvidosa. Se eu fosse o pai de uma criança que sofresse bullying, provavelmente compraria uns fardos disso pra festinha do meu filhote e distribuiria pros seus coleguinhas de escola.

Esse líquido, proveniente de Catanduva, é extremamente doce. Provavelmente para sanar o problema de ser agüado. Deu certo, porque terminamos a garrafa. Sentimos a língua áspera e um leve azedo na alma, que passou. Felizmente. Enfim, esse é um refrigerante de limão genérico, pobre, mal-feito, agüado, com o preço na faixa e não merece reconhecimento nenhum. Ser tomável não é mérito. Ser inovador que é, e nesse quesito, Devito Limão falha feio.

ANÁLISE

Sabor: 5

Mata a Sede: 5

Popularidade:  1

Embalagem: 2

Nota Geral: 4

“It’s never sunny on Catanduva.”

Tubaína Estrela

Nome: Tubaína Estrela

Sabor: Guaraná

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Refrigerantes Estrela

Local: Jales/SP

Preço Pago: R$ 2,50

Em uma fatídica reunião de amigos previamente descrita neste blog, provamos alguns refrigerantes que servem como demonstrativo da falta de mão-de-obra qualificada pela qual passa o Brasil. Porém, em meio à míriade de mediocridade, algo brilhou com o brilho semelhante ao de uma estrela. Foi a Tubaína Estrela. (lame)

Este é o primeiro exemplar (das dezenas) de Tubaínas presentes no interior de São Paulo. Para aqueles não tão letrados na arte dos refrigerantes underground, o ‘nome’ Tubaína foi inventado pela Ferráspari, de Jundiaí para nomear seu refrigerante de Tutti-Fruti, bem semelhante ao Guaraná. Vários fabricantes então, passaram a pedir autorização para usar o nome “Tubaína” para denominar seu produto. Geralmente as Tubaínas são refrigerantes regionais do estado de São paulo, mais baratos do que os produtos premium e geralmente com sabor entre o Tutti-Fruti e o Guaraná.

A Tubaína Estrela é uma das orgulhosas detentoras do nome que desperta ódios e amores nos consumidores por todo o estado de São Paulo.

Veja o que o Refrigerando achou desta pérola da região mais caipiramente sensacional do Brasil abaixo:

ANÁLISE

Sabor: 7

Mata a Sede: 7

Popularidade: 4

Embalagem: 6

Nota Geral: 7

“Brilha Brilha Estrelinha…”

Black Cola

Nome: Black Cola

Sabor: Cola

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Devito Bebidas

Local: Catanduva/SP

Preço Pago: R$ 2,75

Era um sábado normal, que tinha tudo para sem agitado como sempre, na megalópole mirassolense, quando recebo a notícia de que Thiago Luzin (previamente apresentado como Robin Williams da Alta-Araraquarense) havia adquirido alguns espécimes de refrigerantes com potencial bélico elevado. Não vou revelar quais foram as outras armas de destruição estomacal adquiridas, para não estragar a surpresa. Porém, em uma noite em que nos deleitamos na agonia adoçada e gaseificada de quatro produtos diferentes, um deles saltou aos olhos e paladares. A Black Cola.

True Norwegian Black Cola

Sim, Black Cola. A primeira vista, o que se imagina é que ou este refrigerante veio de uma vizinhança pesada do Brooklyn ou veio do meio dos Fjörds noruegueses junto com o seu Black Metal. Porém, este subproduto da obscuridade e escuridão vem da gélida e desolada Catanduva, a Kaiserslautern do interior paulista.

A primeira impressão que se tem da Black Cola é boa. A garrafa é bonita, com um rótulo bonito, simples e bem desenhado. Por um instante cheguei a pensar que se tratava de um produto importado. Óbvio que o fato do nome estar em inglês não quer dizer que algo é importado, apenas que paulistas têm a mania de usar palavras em inglês pra ver se a distância entre Ribeirão Preto e Phoenix diminui um pouco. Até agora não deu certo. Mas nós continuamos a achar que São Paulo é a Massachussets brasileira de qualquer maneira.

Estava em meu humilde templo inca, reunindo amigos para algumas frustrantes partidas de Marvel vs. Capcom, quando resolvi que todos deveriam sofrer, pelo simples fato de estarem em meu território e eu ser sádico (e ruim em jogos de luta). Saquei da geladeira o refrigerante mais negro do hemisfério sul do Noroeste Paulista, e servi os presentes Thiago Luzin, Juza, Rhenan, Cleto Fontoura e (estreiando no Refrigerando) Diego “Lag” Ulian.

Na verdade, antes de servir, fiquei angustiado tentando identificar o cheiro que a Black Cola apresenta. Foi um daqueles momentos em que você tenta lembrar o nome de algo, mas seu maldito cérebro não consegue transformar em palavras, e sua cabeça começa a queimar em aflição e desgosto, até que você, esgotado, desiste e um pedaço da sua alma morre junto com sua idéia não proferida. Mais ou menos isso. Alguns afirmaram que o cheiro era de Pepsi, mas não era. É muito óbvio e sem graça, e o intuito aqui é entreter. Se quiser ver algo sem graça, vá ver os videos do Zegraça.

War – Burzum

Ao fazer o  líquido de Black Cola passar pela minha garganta (é, os sinônimos de “tomar” acabaram) eu esperei pela sensação proveniente da mesma. Tomei um segundo gole. Continuei esperando. O terceiro gole revelou um pouco de doce e o quarto gole revelou um pouco de cola. É difícil explicar, mas a Black Cola não tem muito gosto. Não é que ela seja aguada, mas o gosto é fraco. Todos no recinto concordaram com esta característica peculiar da Cola Negra. Acredito que a explicação seja de que a Black Cola é tão negra, mas tão negra, que nenhuma luz consegue entrar em seu interior, o que acabou gerando um buraco negro que consumiu quase todo gosto e açúcar dela. Quem duvida, vá ler a teoria da relatividade, seu hater.

O sabor, extremamente suave, da Black Cola não é desagradável. É um gosto bom. Tem gosto de cola. Gosto de Pepsi genérica, o que é muito acertado, pois é justamente do que se trata. Aparte da falta de gosto, algumas testemunhas paladares apresentaram ardência na língua, inchaço estomacal, gosto de químico na boca e súbita tendência suicida.

Por mais que a Black Cola não seja desagradável ao paladar, ela também não é agradável. A ardência na língua e a sensação de peso e inchaço estomacal são desconfortáveis, mas tudo isso poderia ser relevado se o gosto fosse agradável, mas ele é fraco demais. Portanto, a experiência toda não vale a pena e a Black Cola vai cair no buraco negro dos refrigerantes medíocres (sacou?).

Tome ouvindo: En Vind av Sorg – Darkthrone

ANÁLISE

Sabor: 3

Mata a Sede: 6

Popularidade: 3

Embalagem: 8

Nota Geral: 4

“Black Hole Cola”

Guaraná Bolinha

Nome: Guaraná Bolinha

Sabor: Guaraná

Recipiente: 3L Pet 

Fabricante: Indústria de Bebidas Vendranelli

Local: Birigüi, SP 

Preço Pago: 2,70

Resenha: Em um sábado recheado de descontração, fui convocado para jogar paintball, pois a senhorita Juliana Comisso comprou uma promoção em um site de compras coletivas. Eu estava afim de ser fuzilado. Estava desesperado para estrear minhas habilidades motoras como atirador. Como choveram cães e gatos em Rio Preto, ficamos impossibilitados de jogar. O que nos sobrou? Fatias de mortadela e uma iguaria que havia me deixado ressabiado apenas com sua simples existência: o Guaraná Bolinha. Minha encanação foi novamente com a embalagem, que ultrapassa qualquer limite de bom senso: geralmente guaranás comuns vêm em embalagens PET 2 litros, latas, garrafas retornáveis ou mesmo aquelas garrafinhas PET de 200ml. Mas Bolinha faz diferente: seu padrão é em embalagens PET de 3 litros. Muito obrigado Ju, por ver essa abominação da natureza e trazê-la para meu conhecimento.

Como uma fábrica pode ser tão presunçosa em achar que seu refrigerante é bom, colocando-o apenas em versão de 3 litros no mercado? Não me incomodo com isso, pois pessoas presunçosas se encontram em todos os lugares desse planeta. É como se eu me sentisse rodeado por idiotas. Voltando ao foco: essa iguaria interiorana, se fosse boa, eu chamaria os 3 litros de refrigerante de estratégia de marketing: “nossa, vou comprar o Bolinha, pois ele é gostoso e vem 1 litro a mais!” Como ele não é bom, eu chamo de tosqueira absoluta. Lixo tóxico.

Anelize, receosa e ressabiada em experimentar o Guaraná Bolinha. E não é para menos: qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que é preciso estômago forte para participar desse blog.

O rótulo é algo que faz rir. Um retângulo laranjado com uma bola avermelhada parecendo o Sol e, em cima dessa bola, gelo. E em cima do gelo, um iglu, com um pequeno círculo em cima. Tudo faz sentido. Digo, tudo fará sentido, se você estiver sob efeito de alguma droga que altere sua consciência. Se o Refrigerando fosse um blog sério, eu me aventuraria em fazer um ritual xamanístico para invocar alguma entidade que me pudesse me fazer entender esse rótulo horrendo, que parece ter sido retirado diretamente dos anos 80 e desenhado no paint por algum idiota. Como aqui é um blog de humor e não jornalismo barato, vou me abster disso. Lembram do Guaraná Pequetito? Pode até não ter o mesmo impacto, mas é muito melhor desenhado. Nunca pensei que fosse dizer isso nesse blog. Façam um favor: procurem Guaraná Bolinha no Google e cliquem em “estou com sorte”. Você será redirecionado para uma página no Yahoo Answers, com um caboclo perguntado o que diabos significa aquele desenho.

Natália, segurando o que seria seu futuro problema gastro-intestinal.

Nos encaminhamos para a cozinha e abrimos a iguaria. O gás veio, trazendo alívio e alegria a todos. Colocamos no copo e teve espuma. Todos se alegraram. Até que foi posto na boca. Com muita imaginação, você consegue sentir o gosto do Guaraná Poty. Porém, como o sabor é extremamente fraco, podemos dizer que a fórmula dele era pra ser de um refrigerante de 2 litros, porém colocaram 1 litro a mais de água com gás a mais, só pra fazer volume e enganar os idiotas interioranos que querem economizar comprando mais por menos. Chegaram a dizer que o refrigerante era água com gás mais açúcar estragado e que ele ardia a garganta. Talvez fazer gargarejo com isso cure doenças. Estávamos em 8 pessoas e ninguém o achou agradável. Missão cumprida. Cinco minutos após a degustação desse líquido putrefacto juntamente com o pedreiríssimo pão com mortadela, e as reclamações estomacais vieram à tona.

Mas que p%$#%! é eshta?

Finalizamos o experimento com mais de meia garrafa sobrando e todos concluíram, de maneira unânime, que esse refrigerante é uma bela de uma porcaria. Se ele não fosse tão aguado, fraco e medíocre, talvez valesse a pena comprá-lo. Mas me digam e perguntem a si mesmos: de que adianta ter muito, se o que se tem é uma porcaria? É uma questão que levanta inúmeras reflexões de vida em nossos corações. Guaraná Bolinha figura entre os refrigerantes medíocres e provavelmente será esquecido nesse blog, mesmo tendo a particularidade de vir em uma garrafa PET de 3 litros. E dizem que existe o Bolinha Cola, em 3 litros também. Não sei se é verdade. Não achei nenhum registro dele no Google.

ANÁLISE

 Sabor: 3

 Mata a sede: 5

 Popularidade: 3

Embalagem: 4

Preço: 7

Nota geral: 4,5

“Três litros de pura estranheza.”