Nome: Cuesta Cola
Sabor: Ferrugem (ops, Cola)
Recipiente: 2,00L Pet
Fabricante: Compania Nacional de Bebidas Nobres (Antiga Cervejaria Belco)
Local: São Manuel, São Paulo
Preço Pago: R$ 2,40
Resenha: Seguindo a nossa mais nova linha de posts ruins e sem graças, inicio outra sessão de masoquismo estomacal. Sério, as indústrias de refrigerantes desconhecidas daqui do Brasil fazem produtos tão medíocres, que dá até vontade de parar de escrever aqui e ir fazer algo que preste, como trabalhar. Pena que a vontade passa na maioria das vezes. Denegrir o medíocre é uma tarefa árdua. Me pergunto se ainda me encontrarei com uma surpresa boa. Se bem que tivemos o Guaraná Pon Chic, que apesar de ser uma boa surpresa para o blog, não contou com o glamour das minhas papilas degustativas.
Gostaria de agradecer ao colaborador e vizinho de escritório Tiago Cruz, que veio com esse lixo podre. Não falo por falar, esse refrigerante, apesar de ser medíocre e sem graça, conseguiu me deixar empanturrado com apenas 2 copos. Quando o mancebo Tiago apareceu com esse refrigerante na sacola, minha reação foi rir. “Cuesta Cola“? Comecei a imaginar o motivo do produto possuir esse nome curioso, mas a garrafa em formato fálico me roubava toda a atenção. Fui pra casa, cumpri o ritual de sempre: ameacei de morte minha família, caso eles tomassem o refrigerante, porém duvido muito que alguém daqui se aventure em beber lixo.
Após colocar esse estrume para gelar, a curiosidade bateu e resolvi tomá-lo. Para minha agradável surpresa, o aroma sentido de dentro da garrafa era de Pepsi. Quando tomei, o gosto de ferrugem veio forte, amarrando a boca, ferrando meu estômago e causando-me uma profunda decepção. As coisas estavam desagradáveis, mas não me senti enganado. Liguei para o Guilherme e pedi para que ele viesse tirar algumas gravuras desse péssimo experimento industrial, já que minha habilidade fotográfica é simplesmente sofrível.
Sério, as fotos que eu tirei ficaram muito ruins. Ainda bem que o Guilherme Abelha veio ao meu resgate. HOO-RAY.
Quando chegou, o jovem magrelo apenas confirmou o que eu já tinha concluído: Cuesta Cola é de uma terribilidade absurda. Tão absurda que não causa espanto. A mediocridade se enfatiza com a indiferença. Ficamos sem assunto, procurando buscar adjetivos para denegrir esse lixo tóxico, mas as palavras nos faltavam. Repito: denegrir o medíocre é uma tarefa difícil. Tente denegrir a cidade de Mirassol, por exemplo. Ou a cidade de Jaci. Ou Bálsamo. Ou todo esse Noroeste Paulista de fezes. Ok, aqui é calor, chato e cheio de buracos no asfalto. Mas fora isso, aponte um defeito grave ou uma qualidade excelente. É como me senti quando tomei este refrigerante. Sem contar que a flexibilidade da embalagem é uma coisa de outro mundo. É como se fosse estourar a qualquer momento, como uma bomba relógio.
Gosto de Pepsi enferrujada, falta de identidade, embalagem fraca e mal-estar. Este post é sem graça porque o refrigerante é sem graça. Ironicamente, está escrito “Pura Diversão” no rótulo do produto. É como se esse refrigerante quisesse que tirássemos sarro dele. Bom, se o objetivo do mesmo era entreter, ele falhou miseravelmente, porque dos 7 dias que essa porcaria ficou na minha geladeira (e olha que eu tentei acabar com ele para não jogar fora), nenhum deles me trouxe a mínima alegria.
ANÁLISE
Sabor: 5 (Pepsi com gosto de ferrugem)
Mata a sede: 4 (Empanturra e enjoa)
Popularidade: 5 (Ninguém que conheço já ouviu falar dele, mas é da antiga Belco)
Embalagem: 5 (Rótulo bem desenhado, mas a qualidade da garrafa é sofrível)
Bônus: -0,5 (Sério mesmo que tá escrito “Pura Diversão na tampinha? Com qual finalidade colocaram isso?)
Preço: 7 (2,40)
Nota geral: 4,5
“Medíocre até de cuestas”




