Cibal Cola


Nome: Cibal Cola

Sabor: Cola

Recipiente: 2L Pet

Fabricante: Indústria de Bebidas Áurea

Local: Passa Quatro, Minas Gerais (OUTRO refrigerante mineiro?)

Preço Pago: R$ 2,40

Resenha: Nada é tão ruim que não possa piorar. O ditado é clichê, mas representa uma fatalidade: Cuesta Cola é um refrigerante de calibre perto desse daqui. Aliás, calibre me lembra arma, que me lembra tiro no estômago. Já vou começar dando a letra: que lixo putrefacto é essa tal de Cibal Cola.

"Não, pelo amor de Deus!"

O refrigerante, foi trazido pelo amigo-colega de faculdade Rafael Gianjope, que lembrou do nosso humilde blog durante uma passada no mercadinho da esquina para comprar um Bom Ar, peça mais do que essencial para um quadro de flatulência em um quarto lotado de machos. Como sou um cara bonzinho e não possuo nenhum preconceito, vou abster-me de comentar sobre a conduta sexual *cóf* bichona! *cóf* deste pobre rapaz. O narigudíssimo mancebo me apareceu com essa anomalia da química e mais o refrigerante Mantiqueira Uva (que será postado posteriormente), advertindo: “olha, eu não tomei nenhuma das duas, eu quis trazer os piores pra você. Essa Cibal Cola não tava com vendagem nenhuma lá no mercadinho que comprei, mas o refrigerante de guaraná deles é bem famoso lá pela região.” Pronto. Aí minha intriga se intensificou de modo gigantíssimo. As palavras começavam a me faltar em dúvida. Eu tinha que colocar o plano em ação.

Cleião fazendo uma pesquisa sobre a procedência dessa porcaria fétida. Desse estrume colorido artificialmente. Dessa matéria fecal cafeinada. Desse lixo atômico engarrafado. Desse amontoado de coliformes diarréicos podres. Dessa excreção anorrectal em garrafa Pet.

Logo no começo, quando a novidade foi posta à mostra, ri como um condenado do rótulo com a palavra “Cola” escrita. Se trata de uma cópia descarada da clássica fonte-letra-de-mão da Coca-Cola. Eu sabia o que me aguardava. Estava ciente que o bagulho ia ficar louco. Sabia que meu estômago mais uma vez seria maltratado no processo. Mas desta vez não estava sozinho: eu tinha alguns amigos débeis mentais que aceitaram compartilhar esse momento tão bonito com a minha companhia super agradável. Me pergunto se eles ainda vão querer continuar meus amigos depois de tomarem essa matéria fecal gaseificada. Espero que sim.

"Let the carnage begin!"

Juntamos a Cibal pelo colarinho e colocamos no freezer da cantina da faculdade para gelar. Batemos um rango, peguei meu caderno e abri o refrigerante, que parecia olhar pra mim, implorando para ser degustado. Abrimos e tudo parecia lindo e comum. Achei que estava abrindo um clone da Pepsi. Aliás, ando com uma mania estranha: todo refrigerante de Cola que abro, fico na expectativa dele ser tão bom quanto a Pepsi. Pena que essa expectativa é sempre frustrada em seguida. Identificamos, com prontidão mais do que imediata, o gosto terrível de remédio que esse lixo tóxico possui e a doçura amarga do produto. Explico, quando tomamos, ele é extremamente doce e depois o doce vai se transformando em um amargo triste. Um amargo que faz você pensar na vida. Um amargo que faz você querer parar de tomar essa porcaria de refrigerante e comprar um refresco decente! Nunca vi tantas caretas juntas ao tomar refrigerante! Parecia que estávamos com uma pinga foleira na  mesa! Todo mundo tomando em doses que mais pareciam café de fundo de garrafa. O barato é enjoativo. Muito enjoativo. Imaginem uma Roller (Opa! Outro que será postado posteriormente!) choca.

¿Quién me va a entregar sus emociones?

Após tomarmos, todo mundo foi atrás de procurar alguma coisa para tirar o gosto dessa diarréia engarrafada. Causou-me uma ardência estranha na língua e ouvi o comentário de um dos degustadores, que disse que adquiriu mau-hálito por causa da nossa (in)digníssima Cibal Cola. O refrigerante rodou umas 15 pessoas e mesmo assim não acabou. Por onde passávamos, apontavam e riam para nós. Andar empunhando um refrigerante ruim foi uma das experiências mais constrangedoras que já tive. Os olhares tortos e condenantes se mesclam com uma curiosidade que as pessoas têm: “Mano, me diz o que você vai fazer com essa fita aí. Vai. Me faz entender!”

Jaderson, resumindo o sabor irreverente de Cibal Cola apenas com uma expressão.

Reações Adversas: Carlos Boiago disse que é muito doce, enjoativa e que junta saliva. Bruno Brienze compartilhou da mesma opinião e acrescentou com sua cara de nojo peculiar, além de dizer que ficou com a Síndrome do Arroto Preso. Rafael Gianjope ficou soltando flatulências e vendo a besta que ele tinha invocado, o lixo industrial que ele tinha nos trazido. Fernando Mendes fez uma cara horrenda e se mostrou traumatizado com o experimento. Espero que ele sobreviva. Jaderson disse pouco, mas apenas pela cara definiu toda nossa experiência. Cléio Júnior gostou e disse que fez ele voltar no tempo e lembrar a casa da vó dele. É incrível como sempre tem um idiota de mau-gosto nessas ocasiões. Valeu Cleião!

Cibal.

A conclusão é mais do que óbvia, a Cibal, apesar de ter um guaraná famoso em sua região (a Guaranita, muito bem comentada por todos que a tomam), necessita aprender a fazer um refrigerante de cola decente. Se o diferencial deles é fazer refrigerantes com água mineral, por que não se esforçaram em pelo menos fazer uma refresco de cola que pelo menos aguarde o paladar? Gosto de remédio, pesado, gasoso, arde a língua, enjoativo, e alterna entre o amargo e o azedo. Não há nada de bom que possa ser dito sobre esse refrigerante. Encerro o post aqui, dramaticamente:

E sim, eu caí de verdade.

ANÁLISE

 Sabor: 2

 Mata a sede: 3

 Popularidade: 5

Embalagem: 5

Preço: 5

Bônus: -0,5 (passei mal + mensagem de um amigo durante a manhã, que adquiriu uma diarréia BRUTA)

Nota geral: 3,5

“Produzida com água mineral. Da bica da grota de Mirassol.”