Wewi Guaraná Orgânico

Wewi Guaraná Orgânico

Nome: Wewi

Sabor: Guaraná (orgânico)

Recipiente: 250ml vidro

Fabricante: Natumaker

Local: Sorocaba/SP

Preço Pago: R$ 3,00

Estava eu transitando por um supermercado famoso, que se clama “lugar de gente feliz”  provavelmente, porque tudo lá custa o olho da cara então seus fregueses são ricos. E ricos são felizes, isso é uma verdade universal. Pois bem, estava eu passeando pelos corredores com produtos importados, me sentindo um afegão em Paris, quando meu sentido de aranha apontou para o canto da prateleira dos refrigerantes. Naquele canto superior da prateleira, havia uma série de garrafinhas marrons. Quando me aproximei e li “Wewi Guaraná Orgânico” fui impelido a pegar  a garrafa rapidamente e me dirigir ao caixa, sem olhar para as prateleiras e realizar o quão pobre sou.

Orgânico, bitch!

Orgânico, bitch!

Durante todo o caminho para casa fiquei me indagando “Como é possível um produto industrializado ser ‘Orgânico’?”. Esta indagação ainda permanece na minha mente, mas o fabricante parece particularmente orgulhoso disso, pois a garrafa é pequena mas o que não falta são avisos de “100% natural” e “ORGÂNICO” gritando na sua cara. Pesquisei a “certificação” de orgânico, e realmente procede, embora eu continue sem entender como funciona esse negócio de “produto orgânico”. Isso virou moda. Agora tem de tudo orgânico. As madames pagam 3x mais no produto porque tem escrito orgânico no rótulo, mas quando aparece um louco falando que bebe urina, ela torce o nariz com nojinho. Ué, urina não é orgânico também? Bosta é orgânico, e não vejo ninguém falando que faz bem comer um tolete recém plantado no vaso. Enfim…

A primeira coisa: Como se pronuncia o nome? UêUí? Veví? Wall-E? Não sei. Mas a garrafinha de Wewi é bonitinha. Bem desenhada, perto das garrafas tradicionais ela realmente passa uma imagem de ser mais “magra” , mais saudável. Interessante.

Tive várias expectativas antes de experimentar este produto. Esperei um guaraná normal. Esperei um guaraná com pedaços de grama. Esperei uma mistura de guaraná e trigo. Sabia que não seria nada disso, mas a palavra “orgânico” realmente mexeu com minha criatividade infantil. Ao abrir a garrafa, surgiu o curioso cheiro do refrigerante que é uma mistura de Guaraná Antarctica com cerveja. Notei também a pouca quantidade de gás presente no refrigerante.

Tá. É orgânico. Já entendi...

Tá. É orgânico. Já entendi…

O tal do Wewi tem um gosto leve de guaraná, mas o que se destaca no paladar é o gosto de açúcar mascavo. Tem muito gosto de açúcar mascavo. Muito mais do que qualquer outra nota de sabor. Ele começa bem doce no paladar, mas vai aos poucos criando um fundo amargo. Não chega a amargar, mas tem um fundinho. Achei ele bem suave e agradável, não pesa no estômago nem arde a língua. Mas por outro lado ele também não é o refrigerante mais gostoso do planeta.

O que marca no Wewi, não é a embalagem e nem o sabor. É o preço: Paguei módicos R$ 3,00 em uma garrafinha de 250ml. Veja bem. Por este preço, 1 litro de Wewi custaria R$ 12,00 e uma tradicional garrafa de 2L de Wewi custaria R$ 24,00. Eu posso estar enganado, mas por 12 reais você pode comprar 6 garrafas de 1L de Coca-Cola. Tudo bem que o Wewi tem como público alvo um nicho bem específico de consumidor, mas mesmo assim “TA CARO PA CARAI”.

Para finalizar, Wewi é um refrigerante agradável. É suave, refrescante e gostoso. Incito todos à experimentarem, embora seja mais fácil encontrar heroína do que o Wewi para vender. Apenas não seja aquele cara que diz “Noffa eu atóron o Wewi porque é orgânico e eu não consumo nada de origem animal. Só consumo produtos orgânicos, hó hó hó hó”. Por favor. Não seja esse cara. Não seja.

PS: A página do Facebook do Wewi tem menos likes que o Refrigerando. Show them some love, guys.

ANÁLISE

 Sabor: 7

 Mata a sede: 7

 Popularidade: 1 

Embalagem: 7

Preço: 1

Nota geral: 6,5

“Orgânico. Orgânico. ORGÂNICO!!!!”

Datubeba Esportivo

Datubeba Esportivo

Nome: Datubeba Esportivo

Sabor: Guaraná com aroma de Morango, Abacaxi e Maçã (!)

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Esportivo

Local: Santa Bárbara D’Oeste/SP

Preço Pago: Presente de grego

Aqui estamos nós mais um ano. Eu poderia muito bem ter feito uma resolução de ano novo para parar de tomar refrigerante, ou até melhor, deixar de ser idiota. Mas não fiz. E mesmo se tivesse feito, não ia cumprir, porque ninguém nunca cumpre essas coisas e quem diz que cumpre, além de mentiroso é chato. E eu ainda tenho vários refrigerantes estranhos armazenados no meu quarto.

Esta peça rara foi um presente do ilustre corinthiano Matheus Pierry, e vem da grande e gloriosa Santa Bárbara d’Oeste, terra do mítico União Barbarense, e cidade tão, mas tão chique que tem apóstrofe no nome. Se sua cidade não tem apóstrofe no nome, reclame com seus representantes, é uma vergonha como o povo brasileiro não se revolta com nada, nem com causas vitais como esta.

Como chama essa joça?

Como chama essa joça?

Antes de começar, queria abrir aqui um parêntese: Eu não sei exatamente como chamar este refrigerante. Geralmente refrigerantes se chamam Guaraná Fulano, Tubaína Ciclano, Berna Cola ou Apu Guaraná. Mas esse não. O Rótulo é confuso. Ele tem a palavra “Esportivo” rodeando  o rótulo 360º. E esporadicamente a palavra “Datubeba” acompanha. O que diabos é Datubeba? Datubeba é um tipo de refrigerante? Ou é a marca? Mas a marca não era Esportivo? Ou a marca é Datubeba Esportivo. Se é isso, porque o ESPORTIVO grita na sua cara, enquanto o Datubeba é discreto? Fiquei zonzo com este rótulo 360º tresloucado.

Sem contar que, logo abaixo (vide imagem) ele se apresenta como um Refrigerante de Guaraná com aroma de Morango, Abacaxi e Maçã. Cacete. Quem fez isso, o Chaves? Que confusão. Por que não Tutti-Fruti, precisa mesmo listar todos os aromas que usaram no refrigerante com destaque no rótulo. Antes mesmo de tomar esse tal de Jurubeba já fiquei puto com a confusão que o rótulo é. Se o rótulo não consegue ser direto e claro, imagina a linha de produção dessa birosca.

Desce Macio e Reanima

Desce Macio e Reanima

Confusões aparte, parti para esta empreitada sem saber o que esperar. Quem sabe este é mais um daqueles refrigerantes que parecem vagabundos o suficiente pra te deixar sem expectativas e aí ele te surpreende sendo bom. Não quero apressar as coisas, mas SPOILER ALERT: Não é.

Ao abrir a garrafa de Datubeba (não sei porque não me sinto confortável escrevendo essa palavra) o primeiro presságio da tragédia se manifestou pelo soar das cornetas do diabo. Na verdade, não soou nada, pois não tinha gás na garrafa. Geralmente essas peças raras, trazidas de longe não têm gás, acredito eu pela sacolejante viagem que elas tem até chegar ao seu destino final. Jamais saberei se lá em Santa Barba o trem tem gás. Minha companhia para esta empreitada, Alex Alves (The Philosopher) esboçou um olhar de reprovação e arrependimento no ato de abertura da garrafa.

Ao colocar no copo, o choque é constatar que a cor escura e macabra do Esportivo lembra um conhaque brabo de boteco. Além da falta de gás, a clássica cheiradinha na garrafa revela um cheiro leve de Tutti-Frutti. Mais uma vez mostrando quão desnecessária a descrição do rótulo é. Ao tomar, constata-se que o Esportivo não tem nada de Guaraná ou maçã ou morango, mas tem um leve quê de abacaxi. Não é muito doce, ironicamente, por vir da terra chamada de “Pérola Açucareira”.

O estranho Esportivo parece um pouco mais denso do que os demais refrigerantes. Talvez seja a falta de gás. Talvez seja o líquido tentando compreender a sua própria existência confusa. Tirando uma leve ardência na garganta, após alguns goles, não senti nada pelo Esportivo, exceto apatia. É um refrigerante extremamente confuso e sem graça. Pouco gosto, pouco doce, pouca graça e muitas indagações.

O rótulo mostra sombras porcamente desenhadas praticando esportes como vôlei, futebol, atletismo, luge e curling (os dois últimos são mentira, mas seria bem mais legal). Porém o único esporte que o Datubeba Esportivo nos deu vontade de praticar foi Basquete:

Basquete Datubeba

ANÁLISE

 Sabor: 3

 Mata a sede: 4

 Popularidade: 1

Embalagem: 4

Preço: -

Nota geral: 3

“What the Fuck?”

Guaraná Antarctica

AntarcticaNome: Guaraná Antarctica

Sabor: Guaraná Champagne

Recipiente: 1L Vidro

Fabricante: Companhia Antarctica Paulista

Local: Várias Fábricas All Around The World

Preço Pago: 2,00

Era um dia ensolarado, de um calor escaldante maldito de vários Fahrenheits, quando saímos para uma caminhada tardia para que pudéssemos deixar de sermos barrigudos malditos e ociosos. O mundo era um lugar bonito e todos os corações vagavam felizes pela Terra. Nossa tentativa foi invalidada devido à uma parada na padaria local do bairro que estávamos, por causa de uma chuva torrencial que duraria anos. Resolvi, juntamente com o Guilherme Abelha, tomar um refrigerante que já curtíamos a muito tempo: o Guaraná Antarctica.

Yo sole mio.

Estávamos sentados à mesa, discutindo o capitalismo moderno e falando como a atriz di porno Sasha Grey havia interferido na formação da nossa sexualidade, quando exclamei com toda a alegria do mundo: “vamos fazer um Refrigerando?Guilherme, com sua alegria de viver costumeira, me disse um singelo “sim” e lá fui eu, buscar a garrafa de um litro.
Não há nada melhor do que tomar um refrigerante em um recipiente de vidro. É melhor que pintar com Lukscolor. Gostaria realmente saber se a embalagem realmente influencia no sabor dos refrigerantes.

Há muito tempo não utilizava um abridor de garrafas para abrir um refrigerante (porque eu sou beberrão zica e só tomo cerveja. Risos.) Após aberto, colocamos o líquido no copo e começamos a tecer todos os comentários que estavam na nossa cabeça antes mesmo de fazermos este humilde e escancarado blog. Como se trata de um gaseificado famosíssimo, já sabíamos o que viria: um refrigerante gostoso, com um gás bem característico e um sabor inconfundível.

Há uma inscrição no rótulo do refrigerante, dizendo Champagne! E aqui está uma característica fundamental! O sabor e o gás realmente lembram os espumantes felizes de final de ano, que a gente fica tacando nas pessoas e embebedando as menininhas de vestidinho branco para dar aquele fight maroto de virada de ano. É um sabor extremamente agradável que diferencia o refrigerante de tudo o que há no mundo. Certamente um dos melhores que já tomamos. É certamente um petardo. Não é “uma energia que contagia”, mas é uma delícia gaseificada, feita com o mais puro guaraná amazonense.

Aprovado pelo heterossexual mais gay do Refrigerando.

Aprovado pelo heterossexual mais gay do Refrigerando.

Como tudo o que é bom termina, o Guaraná Antártica acabou, matando toda a nossa sede e destruindo toda a nossa vontade de caminhar. Voltamos concluindo e filosofando sobre a vida contemporânea, tecendo bons comentários sobre coisas autênticas. E assim é o Guaraná Antártica: autêntico, sólido e um exemplo para todas as indústrias vagabundas de refrigerantes.

ANÁLISE

 Sabor: 9

 Mata a sede: 8

 Popularidade: 10

Embalagem: 8

Preço: 7

Nota geral: 8,0

“Energia que deveria contagiar.”

Guaraná Mineiro

Nome: Guaraná Mineiro

Sabor: Guaraná

Recipiente: 600ml Pet

Fabricante: Refrigerantes do Triângulo Ltda.

Local: Uberlândia/MG

Preço Pago: Sei lá.

Nossa…

Estava fora de casa quando veio aquela delícia me possuir. Não hesitei em pegar naquele recipiente delicioso e grosso com toda a minha paixão. Era uma Pet 600ml do Guaraná Mineiro, trazida pelo meu amante (digo, amigo) Jorge Madi, através de seu irmão Jóse Madi.
Quando cheguei e olhei aquele líquido, quis ser possuído na hora, não importasse o seu tamanho. Quando dei o primeiro gole, o frenesi descia pelo meu peito de forma deliciosa. Fui possuído pelo sabor afrodisíaco da tubaína, porém me conformei que não se tratava de uma tubaína e sim de um guaraná normal. Porém aquela delícia estratosférica me fez sentir muito bem, como uma rapariga no cio.

 

Mineiro não era o campo de treinamento antigo do Mirassol?

Agora sério: Esse Mineiro foi da hora. Superou minhas expectativas. Não se trata de um guaraná vagabundo qualquer. Inclusive ele vai lá pra cima no nosso Ranking Refrigerando. É um refrigerante gostoso, agradável, com uma gaseificação bem moderada, docinho e deixa um gosto realmente agradável na boca. Tem um cheiro bem forte de abacaxi, dando a entender que o mesmo é uma tubaína, mas quando se é posto no paladar fica uma delícia molhada e tesuda que vai deixando seu corpo em frenesi excitanteeeeeee!

Foto meramente ilustrativa (abraço pro Grupo Gamer Baila Comigo).

Ok, me empolguei de novo. Gostaria de agradecer aos belos mancebos que me trouxeram essa preciosidade lá de Uberlândia e também agradecer aos meus pais, que apoiaram minha homossexualidade (é brincadeira, tá?)

ANÁLISE 

Sabor: 8

Mata a Sede: 8

Popularidade: 5

Embalagem: 6

Nota Geral: 7,5

“Mais gostoso que comer um redondo. ”

Guaraná São Carlos

Nome: São Carlos

Sabor: Guaraná

Recipiente: 1l Pet

Fabricante: Ticare Bebidas

Local: São Carlos/SP

Preço Pago: R$ 3,00

Na última vez que aventurei-me pelas entranhas da maior selva de concreto da América Latina, em busca de pedras preciosas, temperos,  especiarias e metal progressivo, parei em um famoso posto e santuário rodoviário (bem conhecido pelos paulistas do Noroeste) chamado Castelo. No castelo, após vencer o primeiro boss na base do tank and spank e passar dos mobs usando vanish e sap… erm, desculpe. Meus olhos, que foram muito bem treinados para identificar qualquer tipo de vida estranha na prateleira de bebidas, encontrou uma peça que eu nunca havia ouvido falar: o Guaraná São Carlos. Imediatamente capturei-o, pois Refrigerantes são como Pokémons, temos que pegar. Vocês não, nós do Refrigerando temos. Na verdade não temos. Eu poderia simplesmente parar de tomar estes lixos e deixar vocês se divertirem com um das dezenas de milhares de blogs Cntrl C + Cntrl V da internet, que recebem mais de 10 mil vezes mais acessos que o Refrigerando, não é mesmo? Mas não farei isso. Por enquanto. Fiquem espertos, vacilões.

4:20 Hora de tomar São Carlos

Após alguns dias de medo e tensão disfarçados de procrastinação, resolvi tirar o feto da sacola e encará-lo de frente. E ao encará-lo notei como o Guaraná São Carlos não faz o menor esforço para parecer menos vagabundo do que é. Sério, ao olhar pro São Carlos ao lado da Coca-Cola é como ver um executivo de terno Armani ao lado de um hippie sujo tocando Raul Seixas e pedindo uns trocados pra comer um salgado na pastelaria do Chinês.

O plástico usado na embalagem é tão fino, que é translúcido. Podemos ver os recortes do plástico sobrando nos cantos do rótulo, e o design… ah o design.
Certamente, o dono da Fábrica não sabia como criar um logotipo e um rótulo, então ele pediu para o seu sobrinho de 16 anos, o Jailson, pois Jailson havia feito um curso de webdesign na Microlins, então era um hacker dos computador. Jailson, utilizando todo seu conhecimento em Corel Draw, desenhou um belo rótulo para seu tio. Porém, como Jailson é um menino saidinho e anda com uma galerinha da pesada que curte um Bob Marley e um SOJA, usou suas influências cannabísticas e rastafarianas, e criou o rótulo de refrigerante mais maconheiro da América Latina (incluindo Bolívia e adjacências). Belíssima combinação de amarelo, vermelho e verde. Brincadeiras aparte, estou certo de que o designer do rótulo só queria prestar uma homenagem à soberana e orgulhosa nação do Senegal. Nada mais.

Após não ter sido estimulado nem um pouco, pelo seu rótulo, fui para a experiência paladar sem esperanças e preconceitos (mentira, muitos preconceitos). Após o primeiro gole constatei que o Guaraná São Carlos é mais um daqueles produtos de características tão aguçadas, sabores tão gritantes e texturas tão belas, que ao tentar discernir o que sua boca está sentindo, seu cérebro entra em curto-circuito e sua mente exibe uma tela de Erro 404 – Sabor não encontrado. O Guaraná São Carlos é um refrigerante vagabundo. Quem esperava por essa, não é mesmo? Ele tem pouco gosto e não tem cheiro algum. Exceto pelo leve gosto de caramelo e um toque de sabor de groselha (!?!) o São Carlos nada tem à oferecer. Não tem o gosto tradicional de guaraná nem aroma, nem… nem nada.  Se não carregasse no nome a responsabilidade que a palavra Guaraná trás, poderia ter se dado melhor como Refresco São Carlos.

Após o consumo de um copo, me senti empanturrado, com a língua ardendo BASTANTE e com fome (esta frase tem como objetivo remeter ironicamente ao Parágrafo 3, onde o autor classificou o sujeito como ‘maconheiro’, pois segundo o conhecimento popular, usuários de Maconha [Cannabis Sativa] sentem muita fome após consumi-la através da sua queima em formato de cigarro). Esperei o barato, mas, novamente, fui decepcionado pelo São Carlos.

Nem vou comentar o nome do Fabricante ‘Ticare Bebidas‘ porque, francamente. Resumindo, o Guaraná São Carlos é vagabundo, mas vagabundo mesmo, daqueles que tem 34 anos, moram com a mãe, não trabalham nem estudam e gastam sua mesada comprando jogos piratas de XBOX 360. Ele é tão sem graça, que deveria ter vergonha de ter seu nome no plural e ao invés de se chamar São Carlos, deveria se chamar É Carlo (Esta frase foi inserida pelo autor para terminar o texto de maneira irreverente, porém, como podem perceber o mesmo falhou em sua tentativa, o que resultou em um final inconclusivo, que empobreceu a qualidade linguística e gramatical do todo).

ANÁLISE 

Sabor: 3

Mata a Sede: 5

Popularidade: 1

Embalagem: 2

Preço: 3

Nota Geral: 3

“420 Guaraná ”

Guaraná Maná

Nome: Maná

Sabor: Guaraná

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Bebidas Maná (talvez)

Local: Araguaína/TO

Preço Pago: R$ 3,00

Quer maneira melhor de celebrar a pluralidade e heterogeneidade deste Brasil varonil do que sorver os mais diversos refrigerantes das mais diversas partes do Brasil? Na  verdade, consigo pensar em algumas dezenas de maneiras melhores, mas não quero ser estraga prazeres.
Nosso exemplar da vixissitude e da caracalicidade da indústria neo-liberal brasileira desta vez é o Guaraná Maná, que vem do grandioso e maravilhoso Tocantins.

“hmmmm… Grifinória!”

O que é Tocantins? Você deve estar se perguntando, e eu vou elucidar vocês, caros leitores, como de costume: O Tocantins, que também é conhecido como Acre Maior, é o estado mais jovem, da mais jovial república federativa do mundo, o Brasil. Como todo caçula moderno, o Tocantins tem um apreço grande pelo fantástico universo literário criado por J.K. Rowling, a saga Harry Potter, e por isso resolveu assumir a forma de Chapéu Seletor.

De alguma forma ainda não relatada pelos historiadores, nosso querido amigo Fernando Pagliarini apareceu pelas bandas superpopulosas do Tocantins e voltou de lá com uma cicatriz emocional em formato de garrafa pet, chamada Guaraná Maná. Sim, o orgulhoso produto filho de Tocantins tem nome de banda de rock medíocre do México e de adubo agrícola. Choose Your Destiny.

Primeiro de tudo, atente para a foto da embalagem de Maná. Ela não te lembra alguma coisa, além do seu tio careca e barrigudo, que sempre após os almoços de família se deita no chão com a barriga à mostra e dorme  peidando freneticamente? Sim, você acertou amigo leitor, a embalagem de Guaraná Maná é uma cópia descarada do Guaraná Antarctica, mas isso já não é surpresa alguma, visto que 85% das embalagens analisadas pelas mentes afiadas do Refrigerando é cópia de um dos 3 líderes do mercado de refrigerantes.

Em uma tarde de ensolarada de sábado, e na vitrola o Whisky a Go-Go, as mentes mais afiadas e os corpos mais preparados da Alta-Araraquarense reuniram-se para um futebol e uma piscina ao molho de salsicha. Porém a tranquilidade e felicidade de todos foi interrompida quando umaa tentativa de homicídio triplamente qualificado em forma de refrigerante de guaraná foi abruptamente introduzida. Porém, para surpresa de todos e tristeza geral da nação, a experiência não foi tão terrível quanto todos esperam desta birosca. Confira abaixo esta tentativa desesperada e falha de angariar atenção, carinho e googledolares em renda de adsense:

ANÁLISE 

Sabor: 7

Mata a Sede: 7

Popularidade: 3

Embalagem: 5

Preço: 6

Nota Geral: 7

“Com Maná, adubando dá!”

Bol Guaraná

Nome: Bol Guaraná

Sabor: Guaraná

Recipiente: 3l Pet

Fabricante: Soviéticos do Noroeste Paulista S/A

Local: Birigui/SP

Preço Pago: Presente de Grego

Como todos vocês sabem, o Refrigerando passou por uma estiagem de 2 meses sem resenhas. O real motivo por trás deste evento inusitado deve-se única e exclusivamente ao dejeto analisado por nossos especialistas desta vez. O Bol Guaraná. “Como é culpa do guaraná o atraso?” você se pergunta. Eu respondo que este guaraná é tão, mas tão sem graça que se você passar na frente dos estúdios da Rede Globo com uma garrafa de Bol Guaraná, ele tem uma chance muito grande de ser contratado como humorista pelo Zorra Total. Eu simplesmente passei este tempo todo imaginando o que falar sobre este sub-espécime de bebida gaseificada e não encontrei nada que justificasse uma resenha irônica e engraçadona.

Após uma extensiva pesquisa pela Internet, Deep Web, Intranet, Ethernet e Patinet, descobri que o Guaraná Bol é um produto que usa de tecnologias experimentais criadas pelo programa espacial soviético. Entre elas foi utilizada tecnologias de eliminação de sabor, diminuição de ruídos, evaporação de gases e prevenção de conforto estomacal. Só o primor da tecnologia soviética pós-guerra. 

Rótulo do Guaraná Bol

O Guaraná Bol apresenta uma completa ausência de qualquer elemento descritivo por palavras. Você abre a garrafa e não sabe se há gás ou não. Você toma um gole e não sabe ao certo o gosto que tem. Você toma um copo e não sabe ao certo o que está sentindo. Você toma uma garrafa de 3l e não sabe ao certo se você deseja continuar vivendo. É um refrigerando imensurável, principalmente por sua ausência completa de graça.

Este produto tem uma característica única. Os soviéticos de Birigui que desenharam o produto incluíram nele uma ferramenta que apaga qualquer traço de consumo deste produto da mente do consumidor. Combinando os elementos de pouco gosto, pouco gás, pouca graça, nome genérico e completamente esquecível,  rótulo porcamente desenhado e nem um pouco chamativo, os cientistas conseguiram fazer com que a memória de se ter consumido o produto sumisse do cérebro do consumidor em 3 meses. Você aí, que acha que nunca consumiu o Guaraná Bol, pode ter sido vítima de um engenhoso golpe Birigui-soviético e teve a lembrança do consumo deste produto apagada de sua mente. Segundo consta nos registros, até fotografias e textos sobre o Guaraná Bol são apagados da memória do consumidor. Esta tecnologia é a mesma utilizada por políticos envolvidos em escândalos de corrupção, por professores universitários ao ensinar novas matérias aos alunos, e pelo Palmeiras ao conquistar títulos.

Ou seja,  o Guaraná Bol é um esquema macabro controlado pelos soviéticos instalados no Noroeste Paulista. Não tem gosto de nada, não tem graça e não merece ser consumido por ninguém. Se você vir o Guaraná Bol em alguma prateleira de supermercado, nem incomode-se em comprá-lo e consumí-lo. Você não vai se lembrar dele após pouco tempo mesmo.

ANÁLISE – Bol Guaraná

Sabor: 1

Mata a Sede: 4

Popularidade: 1

Embalagem: 2

Preço: – (qualquer coisa é caro demais)

Nota Geral: 2

“Maldito Bol, mal posso ver seus movimentos.”