
Nome: Devito Abacaxi
Sabor: Estomazil
Recipiente: 2L Pet
Fabricante: Refrigerantes DeVito
Local: Catanduva, SP
Preço Pago: Perdi a notinha do supermercado e não consegui ver
Estava em uma jornada em Novo Horizonte para… como colocar isso delicadamente? Colocar pra dentro. Tirar o atraso. Atochar. Dar uma besuntada. Fazer prospecção e sondagem. Após um longo rolê de carro eu finalmente teria o que tanto merecia, após dias e dias de cinco contra um quase que ininterruptos. Eu estava a ponto de ebulição. Como minha barriga precisava de suprimentos para aguentar o baque da pós-fodelança, fui com a guria em um supermercado para preencher alguns espaços na mesa e na geladeira. Compramos uma Coca Gigante, chocolates e mais várias coisas que não me lembro. A minha frente, em uma prateleira em altura média, eu encontrara mais um exemplar da família de purgantes da Refrigerantes Devito: Sabor Abacaxi. Peguei aquela garrafa verde com asco e simplesmente me dirigi ao caixa do supermercado. Passei aquela porcaria pela esteira da atendente do local, que olhava para mim em olhar de reprimenda. Empacotei as coisas e fui para o carro, guardando tudo no porta malas do meu carro.
Prefiro ocultar o que vem depois. Acho que vocês não estariam muito lá interessados em saber. A garrafa ficou no porta malas, pois eu não ia tomar aquilo na frente da garota. E se me desse uma diarréia? Era algo completamente fora de questão. A garrafa ficou lá, perdida e empoeirada por um bom tempo. Até que determinado dia, resolvi procurá-la. Ela havia simplesmente desaparecido.
Achei o produto no quartinho de limpeza daqui de casa, implorando para ser tomado. Eu precisava resenhar mais um refrigerante. Era mais que um sinal, era um chamado. Eu precisava voltar às minhas escritas e concluir a Bíblia dos Refrigerantes. Coloquei a garrafa na geladeira e deixei gelar. Deixei por uns três dias, pois tive experimentos nefastos com refrigerantes lado B que não resfriaram direito dentro da minha geladeira. Três é um número legal, me lembra que Jesus ressuscitou no terceiro dia. Me lembra Menáge a Trois. Me lembra os Três Porquinhos e também os três mosqueteiros. Então 3 é um número massa. Quando abri, não vi lá muito gás no mesmo, porém quando coloquei no copo… a cor de mijo radioativo e a efervescência de antiácido de abacaxi me deixaram estarrecido. Fiquei encarando aquilo e me perguntando se não era melhor ter deixado aquela garrafa apodrecer naquele quartinho empoeirado.
Primeira golada e eu já estava puto. Segunda golada e eu já estava transtornado: Atrás daquele gosto de abacaxi sintético, lá estava: um fundo de dipirona! Torci a cara, o nariz e senti um leve arrepio no braço, que me fez ter vontade de colocar aquela garrafa em pé e meter o bicudo nela. E o gosto de remédio barato pra dor de cabeça ficou na minha língua por um bom tempo, até eu comer alguma coisa pra tirar aquele sabor nefasto da boca. Decidi não tomar mais aquilo, pelo meu próprio bem e deixei o copo quase que cheio em cima da pia, dando as costas e apagando a luz da cozinha, deixando apenas a lâmpada da mesa de jantar acesa, pois eu precisava voltar para a cozinha mais tarde. A combinação entre a lâmpada e o refrigerante deram literalmente a impressão dele estar brilhando no escuro. Fiquei olhando aquilo por vinte segundos e resolvi ir para o meu quarto, sem a mínima idéia que aquilo realmente iria estragar meu estômago.
Já tivemos uma impressão bem ruim de um dos refrigerantes Devito e eu aposto a virgindade anal do Alex Alves (opa, esqueci que ele não tem mais) que todos eles são ruins. Então me respondam, fábricas genéricas de refrigerante do interior: como vocês sobrevivem?
ANÁLISE
Sabor: 2
Mata a Sede: 3
Popularidade: 1
Embalagem: 2
Nota Geral: 2,5
“It’s never sunny on Catanduva Part 2”







