ميرندا (El Porto Klali?)

Nome: ميرندا (El Porto Klali?)

Sabor: البرتقالي    ( Laranja. Ou tangerina. Ou era mexerica?)

Fabricante: Pelo logotipo dever ser uma subsidiária da Pepsico ou um clone Árabe (o Paraguai e a China não são os únicos povos no mundo que fazem isso).

Local: مصر (Alguma bisonha ex-colônia francesa no norte da África)

Preço: € 1,49 (no Auchan da Avenue Gén de Gaulle, 26 – Paris)

Apresento à vocês a primeira resenha feita por leitores do Refrigerando. Nosso amigo Arthur Meucci nos enviou a resenha de um refrigerante árabe experimentado em Paris. E você aí no Groupon procurando aquela oferta para finalmente poder conhecer Punta del Este, ein? Agradeço ao  Arthur, que escreveu o texto e nos enviou. Divirtam-se com as aventuras de Arthur e seus amigos em Paris, a Paris da Europa:

Graças aos colegas fundadores do Refrigerando trago aos leitores masoquistas deste famigerado blog minhas tristes experiências com os gaseificados importados. Se você acha que só o Brasil faz merda está ledamente enganado.

Caminhando com meus amigos Martin Alcover, Gustavo Dainezi e Amauri Meira no Norte de Paris resolvemos fazer compras na famosa rede de supermercados populares Auchan. Como bons fanfarrões nós imediatamente nos dirigimos ao setor de bebidas. Ao chegarmos no setor de refrigerantes uma surpresa – inúmeras variedades de bebidas gaseificadas dos mais variados tipos. Um refrigerante me chamou a atenção pelas cores e pelos símbolos árabes exóticos. Tinha uma embalagem que lembrava um pouco a nossa famosa Sukita (acabei acendendo uma vela na Catedral de Notre Dame por sua recuperação no Brasil e ao Tio que não mora no 21oandar).

ALAHU AKBAR!

Chegando ao Hotel colocamos o refrigerante para gelar e o abrimos junto com nossa comitiva brasileira para avaliar o produto. Perguntamos para uma camareira argelina o nome do produto. Ela respondia os nossos “- Qu´est-ce que c´est?” com “- C´est el porto klali” – provavelmente o nome do refrigerante. Com grande entusiasmo abrimos a garrafa e o “Release The Kraken” foi tão estrondoso quanto um avião batendo em um arranha-céu. Memorável. Espumava muito, como se estivesse em erupção – achamos por um momento que estivesse pulverizando o ambiente com agentes biológicos, porém não houve sinais aparentes de contaminação.

O refrigerante tinha forte cor abóbora, parecido com a Sukita e Fanta brasileira, mas bem diferente da Fanta Laranja européia. A Fanta deles tem uma cor amarelo hepatite e um gosto aguado como o Aquarius Fresh (rogamos à Allah para que jamais façam uma versão laranja do produto no Brasil e para que tire do mercado os que já existem). O gosto é bem marcante, lembra muito Tang laranja. O Martin, que já estava em seu terceiro copo de Absolut, ainda acha que o sabor é de mexerica. Porém, ao final do gole, surgia um gosto estranho não identificável. Parecia algo entre o gosto do suor e o gosto da erva-doce. Misterioso. O Gustavo disse que o cheiro e o gosto lembrava um pouco o carpete do apartamento de sua mãe que exala o cheiro e o gosto de seu antigo cachorro basset. Nunca experimentei. Eu e Martin levantamos a hipótese de que a água tem origem em um Oasis onde os camelos se refrescam. Nunca lambemos um camelo suado, mas achamos que por ser um mamífero suas glândulas sebáceas não devem produzir um aroma muito diferente daquele. O Amauri disse que parecia uma erva, mas não foi levado muito a sério. Apesar de o sabor cítrico ser bom, o aftertaste misterioso era um pouco desagradável.  

Achamos um comercial conceitual do produto no Youtube para vocês entenderem a essência dessa bebida árabe: 

ANÁLISE

Sabor: 5,5

Mata a Sede: 5

Popularidade: 7

Embalagem: 6

Preço: 7

Nota Geral: 6

“Para quem tem sede de camelo…”