Roller Cola

Nome: Roller Cola

Sabor: Cola

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Poty Bebidas

Local: Potirendaba/SP

Preço Pago: R$ 3,00

Após um clamor gigantesco das massas refrigerânticas (lol), finalmente decidimos romper o marasmo e sorver mais um delicioso produto da Terra Santa dos Guaranás, a Kenosha sul-americana, Potirendaba. Conjuramos nossa horda pessoal de bebedores de refrigerante revoltados para participar desta experiência apoteótica: o Sempre-presente e nunca-falante Alex Alves, José Nasário, Cleto Fontoura e, fazendo seu debut no Refrigerando, Thiago Luzin. Acompanhados por este que vos fala e Berna Ventura II: Detetive Animal, estes bravos guerreiros enfrentaram seus medos e temores e partiram em uma jornada rumo ao desconhecido mundo radical de Roller. Mentira, eles só beberam refrigerante e reclamaram, mas isso vocês podem ver logo abaixo:

ANÁLISE

 Sabor: 5

 Mata a sede: 5

 Popularidade: 6

Embalagem: 4

Preço: 3

Nota geral: 5

“Tome um Refrigerante Diferente”

Guaraná Convenção

Nome: Guaraná Convenção

Sabor: Xarope de Guaraná com Vinhaça de Cana

Recipiente: 2L Pet 

Fabricante: Refrigerantes Convenção

Local: Itu, SP 

Preço Pago: De graça até injeção na testa

Em um sábado sangrento de muita morbidez estomacal, analisamos várias iguarias de teor duvidoso e tivemos a oportunidade de degustar um refrigerante já conhecido por sua horripilosidade que já fazia parte do cotidiano do Refrigerando, o Guaraná Convenção. Explico: esse líquido gasoso de qualidade duvidosa foi trazido por Afonso Vágula, colaborador do blog. A tensão evidente, pois o Convenção tinha sido engavetado durante 3 meses, tamanho o medo de degustarmos e morrermos. Foi o primeiro refrigerante que ganhamos “de presente”. Coloco aspas porque um lixo gaseificado desse calibre está bem longe de ser uma boa surpresa. É o clássico e clichê cavalo de tróia, que é agradável quando você recebe, mas os estragos feitos em seguida são catastróficos.

Após degustarmos todos os refrigerantes estranhos para produzir material para este blog, notamos que tínhamos esquecido dele. A procrastinação em experimentá-lo gerou em nós um sentimento de apatia. Foram whatevers e mais whatevers até tomarmos vergonha nas nossas caras e experimentá-lo.

Spoiler Alert!

Estávamos na casa de José Nasario, outro colaborador do blog, junto com Luzin, Renan e Alex. Inclusive, estou impressionado com a quantidade de colaboradores que adquirimos durante esse tempo de blog. Sério mesmo que a galera está se envolvendo nessa nossa experiência suicida? É questão de tempo até que um colaborador nosso morra, tamanha a ruindade das iguarias que experimentamos aqui. Já adianto que não nos responsabilizamos por qualquer desastre que venha a acontecer.

Quando abrimos, notamos que o refrigerante não possuía gás algum. Isso já fez a galera se entreolhar em desespero. Tanto eu como o Guilherme entendemos naquele momento porque não tínhamos experimentado essa iguaria antes. Fiz a honra de tomar o primeiro gole. Minha testa franziu e minha cara de nojo foi posta à mostra. Que gosto de cana-de-açúcar maldito. Como um refrigerante desses pode estar a 60 anos no mercado? Quem é o público alvo idiota que gosta de tomar garapa gaseificada?

Como um produto tão ruim desses pode estar no mercado ainda?

A alternância entre o gosto doce e o pós-gosto azedo que fica na boca fez nossos colaboradores desferirem milhares de ofensas e palavras de baixo calão. Parece que misturaram água gaseificada, xarope de guaraná e vinhaça de cana! Isso se nenhum trabalhador tiver caído dentro da caldeira e morrido lá dentro, para que o sabor de morte da Guaraná Convenção seja atenuado.

Após tomarmos, sentimos que a procrastinação foi justificada: Guaraná Convenção é o supra-sumo do dos refrigerantes escrotos, pois é o pior refrigerante de guaraná já experimentado pelo Refrigerando. É ruim demais. É tão ruim quanto o site da fábrica que fabrica ele. É tão ruim que nem vou fazer piada da garrafa em formato fálico. É tão ruim que todo mundo parou no segundo gole. Chegamos à convenção geral, de que esse refrigerante não presta nem um pouco e que não daríamos uma coisa dessas nem pro nosso pior inimigo tomar. Não resisti à tentação de mandar essa garrafa de diarréia açucarada engarrafada para a morada do baralho:

ANÁLISE

 Sabor: 1

 Mata a sede: 1

 Popularidade: 4

Embalagem: 4

Preço: who cares?

Nota geral: 1,5

“60 ANOS NO MERCADO?”

Cini Framboesa e Cini Gengibirra

Nome: Cini Framboesa e Cini Gengibirra

Sabor: Framboesa

Recipiente: 2l Pet

Fabricante: Hugo Cini Bebidas

Local: São José dos Pinhais/PR

Preço Pago: 2,39

Eu e Renan Akerfeldt estivemos em Curitiba (porque o time é Coritiba e a cidade Curitiba?) desbravando um outro estado em busca de refrigerantes. Mentira, éramos turistas. Mas antes mesmo de sair de Mirassol, (a Nantes da Alta-Araraquarense) estava ávido a encontrar o famigerado guaraná de Framboesa. Encontramos a aberração no Carrefour mais próximo. Mas o que foi um verdadeiro choque, não foi encontrar o Framboesa em si: foi ver a má companhia do mesmo. Cini GengiBirra. What the fuckin fuck?

Após uma breve busca, descobri que Gengibirra é uma bebida típica das rodas de Batuque e Marabaixo. Sim. Os ‘what the fucks’ só aumentam.

A ocasião foi tão especial que resolvemos resenhar estas duas peças do wtf coletivo nacional em vídeo. Se gostarem, nós voltaremos a fazer. Se não gostarem também, porque we don’t care.

ANÁLISE (Framboesa)

 Sabor: 4

 Mata a sede: 5

 Popularidade: 3

Embalagem: 6

Preço: 4

Nota geral: 4,5

“Framboesa travestido de Groselha”

Coca-Cola

Nome: Coca-Cola

Sabor: Cola

Recipiente: 1,5L Retornável

Fabricante: The Coca-Cola Company

Local: Area 51

Preço Pago: 2,50

Resenha: Finalmente tomamos vergonha na cara e resolvemos dissecar o mais notório refrigerante deste quadrante da Via Láctea. A famosíssima Coca-Cola. O que falar da Coca-Cola? É uma tarefa mais do que árdua resenhar o refrigerante mais famoso, mais bebido, mais vendido, mais comprado, mais amado e mais odiado do mundo.

Pode isso de retornar, Arnaldo?

Por onde começar? Bom, por onde sempre começamos uma resenha no Refrigerando? Contando como a porcaria chegou a nossas mãos. Uma anedota ligeiramente engraçada, que foge do assunto para falar bobagens e entreter o leitor, correto? Bom dessa vez não, porque como raios vou descrever como consegui essa Coca-Cola? Todo estabelecimento comercial do planeta vende Coca-Cola. Tirando aqueles restaurantes malas que sempre tem um garçom sem graça que diz “pode ser Pepsi?” quando se pede uma Coca-Cola. Sério. O que é isso?

Você vai na pizzaria, pede uma pizza de muzzarella e o garçom diz “Pode ser de Pepperoni?”. Claro que não. Você vai na farmácia e pede um Viagra, e o farmacêutico diz “Pode ser Gardenal?”. Também não. Você vai em uma loja de games e pede um Playstation 3 e o atendente diz “Pode ser um Zeebo?”. De forma alguma. Então…

O primeiro elemento que chama atenção é a embalagem feita de um plástico duro, com as inscrições EMBALAGEM RETORNÁVEL na frente. Como assim embalagem retornável? Você retorna a garrafa vazia e recebe uma garrafa cheia? Que tipo de bruxaria é esta? Pode isto, Arnaldo? É um elemento muito surpreendente, que mostra o poder que este refrigerante exerce sobre a sociedade contemporânea. Como em um passe de mágica, o Seu Barna (R.I.P. Barna), dono do Bar São Joaquim, na esquina da sua casa pega sua garrafa vazia, e tira de debaixo do balcão uma garrafa cheia de Coca-Cola. É uma experiência quase religiosa, devo dizer. Gosto muito.

A embalagem em si, deixa muito a desejar: Plástico duro e áspero. A fabricante tem a pachorra de nem se preocupar em fazer um rótulo em plástico, ou mesmo papel. O rótulo é pintado na garrafa com uma tinta que lembra muito a tinta guache que a profª Lia dava pra nós pintarmos na pré-escola. Sem contar o Logotipo totalmente antiquado. Coca-Cola escrito com letras de mão. Parece até que foi desenhado em 1885. Muito, muito retrógrado.

Após pesquisar no Google rapidamente, descobri também que o logo da Coca-Cola colocado no espelho fica “Alô Diabo”. Embora isso não faça o menor sentido, me assustou e me fez ficar receoso de consumir o produto, porque, quem gostaria de dar um alô para o Capiroto, enquanto se toma um refrigerante? Ignore o fato de que o logo foi criado nos EUA e a mensagem subliminar está em português. Isto não é relevante para o contexto e é sim uma afronta à moralidade e bons costumes da sociedade.

Rhenan Ventura Foto & Video
Fasso aniversaro e cazamento
rhenan@live.com

Devo dizer com sinceridade que ao colocar aquele líquido negro como a noite em meu copo, senti uma felicidade inexplicável. Senti que minha vida estava completa e eu tinha atingido o nirvana naquele momento em que as bolhas de gás borbulhavam no meu copo. Mas acho que isso foi só reflexo dos 23 anos de mensagens subliminares e artilharia propagandista que foram queimadas a ferro e fogo em minha mente pela Coca-Cola e a Imprensa. Mas isso é só uma possibilidade.

Ao fazer com que este líquido percorresse todo trajeto da minha maravilhosa garganta, senti uma abrupta mudança de ânimo. Senti vontade de engolir um vidro de álcool etílico, arrotar e acender um fósforo. Eu sabia que o mundo era um lugar macabro e triste, mas não tanto. Este é o líder de mercado mundial? O mundo inteiro bebe isso? Como assim, Casagrande? A tal da Coca-Cola tem gosto de morte. Gosto de tristeza. Gosto de pobreza. Gosto de capitalismo selvagem.

Claro que eu me deixei levar pelo hype. Óbvio que um refrigerante preto, que magicamente aparece em uma garrafa vazia e tem um rótulo desenhado em 1885 seria péssimo. O que eu estava pensando?

Segundo uma pesquisa do ICAW (Instituto de Ciência Aplicada de Whatfuckstan), a Coca-Cola faz mal para os ossos, é o símbolo supremo do capitalismo americano, é feita com cocaína, roubou a Jules Rimet e torce para o Corinthians. Se estes pequenos fatos não dissuadirem você a consumir esta porcaria, eu não sei o que mais o fará.

Agora falando sério. Esse refrigerante é o supra-sumo da discórdia e do desgosto. Tomar Coca-Cola é como Shakespeare: Parece bom, todos falam bem, mas quando você tenta experimentar termina com uma cara de nojo e um arrependimento extremo.

ANÁLISE

 Sabor: 1

 Mata a sede: 2

 Popularidade: 10

Embalagem: 3

Preço: 3

Nota geral: 2,5

“April Fools, Fools”