Guaraná Bolinha

Nome: Guaraná Bolinha

Sabor: Guaraná

Recipiente: 3L Pet 

Fabricante: Indústria de Bebidas Vendranelli

Local: Birigüi, SP 

Preço Pago: 2,70

Resenha: Em um sábado recheado de descontração, fui convocado para jogar paintball, pois a senhorita Juliana Comisso comprou uma promoção em um site de compras coletivas. Eu estava afim de ser fuzilado. Estava desesperado para estrear minhas habilidades motoras como atirador. Como choveram cães e gatos em Rio Preto, ficamos impossibilitados de jogar. O que nos sobrou? Fatias de mortadela e uma iguaria que havia me deixado ressabiado apenas com sua simples existência: o Guaraná Bolinha. Minha encanação foi novamente com a embalagem, que ultrapassa qualquer limite de bom senso: geralmente guaranás comuns vêm em embalagens PET 2 litros, latas, garrafas retornáveis ou mesmo aquelas garrafinhas PET de 200ml. Mas Bolinha faz diferente: seu padrão é em embalagens PET de 3 litros. Muito obrigado Ju, por ver essa abominação da natureza e trazê-la para meu conhecimento.

Como uma fábrica pode ser tão presunçosa em achar que seu refrigerante é bom, colocando-o apenas em versão de 3 litros no mercado? Não me incomodo com isso, pois pessoas presunçosas se encontram em todos os lugares desse planeta. É como se eu me sentisse rodeado por idiotas. Voltando ao foco: essa iguaria interiorana, se fosse boa, eu chamaria os 3 litros de refrigerante de estratégia de marketing: “nossa, vou comprar o Bolinha, pois ele é gostoso e vem 1 litro a mais!” Como ele não é bom, eu chamo de tosqueira absoluta. Lixo tóxico.

Anelize, receosa e ressabiada em experimentar o Guaraná Bolinha. E não é para menos: qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que é preciso estômago forte para participar desse blog.

O rótulo é algo que faz rir. Um retângulo laranjado com uma bola avermelhada parecendo o Sol e, em cima dessa bola, gelo. E em cima do gelo, um iglu, com um pequeno círculo em cima. Tudo faz sentido. Digo, tudo fará sentido, se você estiver sob efeito de alguma droga que altere sua consciência. Se o Refrigerando fosse um blog sério, eu me aventuraria em fazer um ritual xamanístico para invocar alguma entidade que me pudesse me fazer entender esse rótulo horrendo, que parece ter sido retirado diretamente dos anos 80 e desenhado no paint por algum idiota. Como aqui é um blog de humor e não jornalismo barato, vou me abster disso. Lembram do Guaraná Pequetito? Pode até não ter o mesmo impacto, mas é muito melhor desenhado. Nunca pensei que fosse dizer isso nesse blog. Façam um favor: procurem Guaraná Bolinha no Google e cliquem em “estou com sorte”. Você será redirecionado para uma página no Yahoo Answers, com um caboclo perguntado o que diabos significa aquele desenho.

Natália, segurando o que seria seu futuro problema gastro-intestinal.

Nos encaminhamos para a cozinha e abrimos a iguaria. O gás veio, trazendo alívio e alegria a todos. Colocamos no copo e teve espuma. Todos se alegraram. Até que foi posto na boca. Com muita imaginação, você consegue sentir o gosto do Guaraná Poty. Porém, como o sabor é extremamente fraco, podemos dizer que a fórmula dele era pra ser de um refrigerante de 2 litros, porém colocaram 1 litro a mais de água com gás a mais, só pra fazer volume e enganar os idiotas interioranos que querem economizar comprando mais por menos. Chegaram a dizer que o refrigerante era água com gás mais açúcar estragado e que ele ardia a garganta. Talvez fazer gargarejo com isso cure doenças. Estávamos em 8 pessoas e ninguém o achou agradável. Missão cumprida. Cinco minutos após a degustação desse líquido putrefacto juntamente com o pedreiríssimo pão com mortadela, e as reclamações estomacais vieram à tona.

Mas que p%$#%! é eshta?

Finalizamos o experimento com mais de meia garrafa sobrando e todos concluíram, de maneira unânime, que esse refrigerante é uma bela de uma porcaria. Se ele não fosse tão aguado, fraco e medíocre, talvez valesse a pena comprá-lo. Mas me digam e perguntem a si mesmos: de que adianta ter muito, se o que se tem é uma porcaria? É uma questão que levanta inúmeras reflexões de vida em nossos corações. Guaraná Bolinha figura entre os refrigerantes medíocres e provavelmente será esquecido nesse blog, mesmo tendo a particularidade de vir em uma garrafa PET de 3 litros. E dizem que existe o Bolinha Cola, em 3 litros também. Não sei se é verdade. Não achei nenhum registro dele no Google.

ANÁLISE

 Sabor: 3

 Mata a sede: 5

 Popularidade: 3

Embalagem: 4

Preço: 7

Nota geral: 4,5

“Três litros de pura estranheza.”

Deixe Jesus entrar no Refrigerando

Milhões de vozes virtuais clamam por uma peça da cultura nordestina em forma de bebida desde o início do Refrigerando:

Pois bem, finalmente pusemos a mão no Cálice Sagrado dos refrigerantes bizarros.

Porém ainda não tivemos coragem o suficiente para provar.

Só tomaremos coragem de experimentar esta iguaria maranhense quando nossa Fanpage no Facebook tiver 300 curtidas.

Então, se você quer ver o que o Refrigerando acha do Guaraná Jesus (você quer, eu sei) curta a nossa Página no Facebook

e mande seus amigos, familiares, parentes de baixo grau de relatividade, colegas de trabalho, inimigos e vendedores

de seguro de vida curtirem também.

Deixe Jesus entrar no Refrigerando!

 

Guaraná Marajá

Image

Nome: Guaraná Marajá

Sabor: Guaraná

Recipiente: 2L Pet

Fabricante: Amazon Bebidas

Local: Campo Grande/MS

Preço Pago: De cavalo dado não se olha os dentes

Resenha: Quando eu estava em um dilema de ordem ético/moral sobre qual seria o próximo refrigerante agraciado com o contato com as minhas nobres papilas gustativas, recebo uma notícia maravilhosa do colega de trabalho (e discussões futebolísticas) Afonso Vágula: “Meu pai tá vindo do Mato Grosso e tá trazendo um Guaraná Marajá pra você”. Que notícia boa! Não só eu já tinha o próximo objeto de pesquisa, como ele provavelmente deve ser uma bela porcaria.

Vamos a um momento etimológico refrigerando: Marajá é uma palavra que deriva do sânscrito Maharaja, e é usada para representar um tipo de rei, ou governador de uma vasta região na Índia. O que provavelmente passou pela cabeça do pessoal na concepção do produto foi:

“Pô, vamo fazer um nome forte, tchê. Um nome de respeito, um título de nobreza. Guaraná Rei.”
“Puts. Guaraná Rei? Não, tá feio demais isso aí. Que tal Guaraná Presidente?”
“Bah. Presidente é nome de conhaque tchê. Para com isso guri. Guaraná Imperador”?
“Não. O Imperador não joga nada. Que tal Guaraná Sheik?”
“Sheik não, tchê. Esse fulano aí é grosso por demais. Vamo colocar Guaraná Marajá e não se fala mais nisso!”
“Hum. Guaraná Marajá, tá bacana. Mas por que você tá falando com sotaque gaúcho? Cê é do Mato Grosso.”
“Bah. Não é que é?”

Certamente no evento desta conversa, os dois personagens jamais pensaram que seu produto fosse atravessar a fronteira sul da grande região pantaneira e atingir as terras de gente desrespeitosa e pecaminosa. Digo isto porque, ironicamente, no estado de São Paulo (ou pelo menos no interior) “Marajá” é um apelido carinhoso para pessoas de vida boa, que não gostam de trabalhar. O famoso “Vagabundo”. Agora veja você que ironia, um refrigerante que tem um nome que remete a vagabundo neste blog. Quem diria?!

À primeira vista, exceto pelo nome, o tal do Marajá até que impõe uma aura de qualidade. Garrafa bem feita, rótulo bem desenhado e colorido. Tudo dentro dos conformes, até você virar a garrafa e ver a inscrição na lateral do rótulo:

“Prove o sabor de uma vida mais feliz. Descubra que a alegria pode mudar seu jeito de viver.”

Guaraná Marajá

(Caio F.)

O que raios é isso? Quem foi o Augusto Cury de Campo Grande que escreveu isso? Quem foi o Steve Jobs de Cassilândia que achou que era uma boa ideia ter isso no rótulo? Quem foi o Biro-Biro de Aparecida do Taboado que… Bom vocês entenderam.

Filosofias e frases de Caio Fernando de Abreu a parte, ao abrir a garrafa de Marajá e despejar seu conteúdo pantaneiro em um copo, podemos perceber uma consistência, cor e nível de gás dentro dos padrões do CQRRFTW (Centro de Qualidade de Refrigerantes Refrigerando FTW). O elemento marcante desta fórmula concebida nas entranhas da maior planície alagável do mundo é o cheiro de figo que o Guaraná Marajá apresenta ao ser aberto. Sim, tem cheiro de figo. Pode ser que eu esteja inventando um cheiro estranho só para efeitos cômicos? Totalmente plausível. Mas se você está lendo uma resenha de um refrigerante em um site nada confiável na internet e quer verossimilhança no texto, você pode fazer um favor à todos nós e se jogar embaixo de um Mercedes Benz ’68 com três eixos.

Não vou mentir, o Guaraná Marajá não é tão vagabundo quanto o nome sugere. É um refrigerante de gosto razoavelmente agradável e qualidade agradavelmente razoável. A principal ressalva que devo fazer é quanto à acidez. Quando tomamos um refrigerante de limão ou laranja, sempre esperamos uma acidez mais elevada, mas quando tomamos um Guaraná, isto é uma surpresa. O Guaraná Marajá parece que ganhou um ‘twist’ de limão em sua fórmula, o que em alguns momentos durante o consumo pode se tornar um pouco irritante. Mas depois de tomar que uma mais-do-que-agradável ardência na língua aparece e te tira do sério. Além disto, o Guaraná Marajá não é muito doce, mas é extremamente pesado no estômago, sendo dois copos mais do que suficiente para te deixar com cara de marajá cansado.

Marajá PantaMania

/Shuffle mode ON

A cereja em cima do sundae de pantaneirice que é o Guaraná Marajá fica por conta da sua perspicaz tampa: “PantaMania” é a inscrição que consta na tampa. Sério, é como se alguém tivesse apertado o botão Shuffle da linha de produção de rótulos e frases aleatórias começaram a aparecer na garrafa. Claro, é evidente que a empresa tentou ilustrar a identidade local em seu produto. Mas seria muito mais efetivo e mais acurado escrever “Paraguai à 500km“.

ANÁLISE

 Sabor: 5

 Mata a sede: 5

 Popularidade: 4

Embalagem: 6

Preço: ???

Nota geral: 5,5

“Aoooo marajá!”

Mantiqueira Uva

Nome: Mantiqueira

Sabor: Uva (Credo ‘n’ Cruz)

Recipiente: 2L Pet

Fabricante: Indústria de Bebidas Itamonte

Local: Itamonte, Minas Gerais (Minas é a potência máxima de refrigerantes toscos, essa é uma conclusão mais do que óbvia)

Preço Pago: R$ 2,10

Era um dia comum de calor massivo, com meu ventilador rodando no máximo e meus pijamas quase embolorados, de tanto ficar em casa, mofando no mais absoluto ócio. Com minhas calças vermelhas, meu casaco de general (tá, parei). Pensei em começar a fazer academia hoje, mas fui totalmente sugado por uma preguiça de viver sem limites, uma malanha desenfreada. Eis que me lembro de um negocinho supimpa que tinha deixado na geladeira para fazer outro post macabro: Mantiqueira Uva.

Como dito anteriormente pelo Guilherme, refrigerantes com sucos naturais costumam ser aberrações ruins (Fanta, eu sei que você está aí, sua meretriz ingrata). Existem raras exceções, mas Mantiqueira Uva não foge à regra, ele se veste como uma luva na categoria de refrigerantes horrendos que ninguém dá a mínima. Eu mesmo não sei porque estou postando isso aqui. Eu esperava algo melhor, mas também não esperava muito também. Refrigerantes de uva deveriam ser abolidos do mercado. Quem se importa com refrigerantes de uva? E se você vier comentar que gosta aqui no blog, eu vou aí na sua casa te matar empalado, porque tu tens um baita mau gosto e tá fazendo peso aqui na Terra. Sério, dá um jeito nisso.

É muito talento fotográfico pra um cara só.

Quando tomei coragem para fazer esse post, levantei o meu traseiro gordo da cadeira, abri minha geladeira e lá estava ele gelado depois de dois dias. Senti apatia. Não fiquei animado ao pegá-lo, como aconteceu com meus posts anteriores. Pra mim tanto fazia colocar ele em um copo e beber ou arremessá-lo do décimo andar de um prédio na cabeça de um mendigo. Tanto faz. Como eu quero me livrar logo desse carma de embalagem e de todos os questionamentos feitos por todas as pessoas que entram no meu quarto, vou acabar com essa tortura.

Mel, reiterando toda a apatia que eu senti por Mantiqueira Uva.

Até a temperatura do refrigerante estava apática. Coloquei ele e uma Coca-Cola de 2 litros e meio junto com ele na geladeira e mesmo assim, a Coca parecia estar infinitamente mais gelada do que a Mantiqueira Uva, que tava exatamente do lado dela! Me expliquem este fenômeno. Sério, me ajudem a entender: como duas coisas colocadas ao mesmo tempo na geladeira, com a mesma temperatura ambiente podem estar tão diferentes um do outro? O rótulo é oldschool, amarelo com roxo, feio e seu símbolo é um ‘M’ vermelho mal desenhado. Mas não incomoda a visão, igual várias mandingas que vimos por aqui.

Don't cry for me, Argentina.

Abri e o gás veio normal, parecia que ia tomar uma cópia descarada da Fanta Uva, mas não: o cheiro parecia do chiclete Bubbaloo de uva. Parece Gatorade de uva diluído em água com gás e aliás, que gás! Mantiqueira uva é extremamente gasoso. E ralo. É mais ralo que aquele suco que você colocou água a mais e ele ficou amargo, e tentou compensar com o açúcar. Aqui acontece a mesma coisa. Com essa pouca experiência em refrigerantes, uma indagação fica na minha mente: será que as indústrias brasileiras de refrigerantes undergrounds sabem o que fazem? Não é à toa que dizem que refrigerante faz mal. É óbvio que faz. Principalmente quando se mora no Brasil e se tem contato com parentes econômicos (o famoso Tio Pão Duro), que trazem este tipo de imundície para que nos deliciemos com sua atitude sádica e maldosa. A vida dessas pessoas que trazem esse tipo de artefato do caos em um churrasco deve ser muito triste, a ponto de ter que sacanear o próximo apenas para se sentirem melhores.

Achei que ia queimar a língua, mas não queimei. Mantiqueira Uva é medíocre e acredito que toda a linha de refrigerantes dessa empresa também seja, não importando se é Cola, Laranja, Uva, Guaraná, Pepino ou Mortadela. Novamente, a Cibal Cola foi feita com água mineral. A Mantiqueira Uva também é isso não faz dela nem um pouco bom ou agradável. Acreditar que as pessoas vão comprar um refrigerante apenas porque ele é feito com água da Serra da Mantiqueira não passa de uma estupidez.

ANÁLISE

 Sabor: 4

 Mata a sede: 3

 Popularidade: 5

Embalagem: 6

Preço: 6

Bônus: -0,5 (alguém tem um anti-ácido?)

Nota geral: 4,5

“Refrigerantes de uva… POR QUE vocês existem?”

Cibal Cola


Nome: Cibal Cola

Sabor: Cola

Recipiente: 2L Pet

Fabricante: Indústria de Bebidas Áurea

Local: Passa Quatro, Minas Gerais (OUTRO refrigerante mineiro?)

Preço Pago: R$ 2,40

Resenha: Nada é tão ruim que não possa piorar. O ditado é clichê, mas representa uma fatalidade: Cuesta Cola é um refrigerante de calibre perto desse daqui. Aliás, calibre me lembra arma, que me lembra tiro no estômago. Já vou começar dando a letra: que lixo putrefacto é essa tal de Cibal Cola.

"Não, pelo amor de Deus!"

O refrigerante, foi trazido pelo amigo-colega de faculdade Rafael Gianjope, que lembrou do nosso humilde blog durante uma passada no mercadinho da esquina para comprar um Bom Ar, peça mais do que essencial para um quadro de flatulência em um quarto lotado de machos. Como sou um cara bonzinho e não possuo nenhum preconceito, vou abster-me de comentar sobre a conduta sexual *cóf* bichona! *cóf* deste pobre rapaz. O narigudíssimo mancebo me apareceu com essa anomalia da química e mais o refrigerante Mantiqueira Uva (que será postado posteriormente), advertindo: “olha, eu não tomei nenhuma das duas, eu quis trazer os piores pra você. Essa Cibal Cola não tava com vendagem nenhuma lá no mercadinho que comprei, mas o refrigerante de guaraná deles é bem famoso lá pela região.” Pronto. Aí minha intriga se intensificou de modo gigantíssimo. As palavras começavam a me faltar em dúvida. Eu tinha que colocar o plano em ação.

Cleião fazendo uma pesquisa sobre a procedência dessa porcaria fétida. Desse estrume colorido artificialmente. Dessa matéria fecal cafeinada. Desse lixo atômico engarrafado. Desse amontoado de coliformes diarréicos podres. Dessa excreção anorrectal em garrafa Pet.

Logo no começo, quando a novidade foi posta à mostra, ri como um condenado do rótulo com a palavra “Cola” escrita. Se trata de uma cópia descarada da clássica fonte-letra-de-mão da Coca-Cola. Eu sabia o que me aguardava. Estava ciente que o bagulho ia ficar louco. Sabia que meu estômago mais uma vez seria maltratado no processo. Mas desta vez não estava sozinho: eu tinha alguns amigos débeis mentais que aceitaram compartilhar esse momento tão bonito com a minha companhia super agradável. Me pergunto se eles ainda vão querer continuar meus amigos depois de tomarem essa matéria fecal gaseificada. Espero que sim.

"Let the carnage begin!"

Juntamos a Cibal pelo colarinho e colocamos no freezer da cantina da faculdade para gelar. Batemos um rango, peguei meu caderno e abri o refrigerante, que parecia olhar pra mim, implorando para ser degustado. Abrimos e tudo parecia lindo e comum. Achei que estava abrindo um clone da Pepsi. Aliás, ando com uma mania estranha: todo refrigerante de Cola que abro, fico na expectativa dele ser tão bom quanto a Pepsi. Pena que essa expectativa é sempre frustrada em seguida. Identificamos, com prontidão mais do que imediata, o gosto terrível de remédio que esse lixo tóxico possui e a doçura amarga do produto. Explico, quando tomamos, ele é extremamente doce e depois o doce vai se transformando em um amargo triste. Um amargo que faz você pensar na vida. Um amargo que faz você querer parar de tomar essa porcaria de refrigerante e comprar um refresco decente! Nunca vi tantas caretas juntas ao tomar refrigerante! Parecia que estávamos com uma pinga foleira na  mesa! Todo mundo tomando em doses que mais pareciam café de fundo de garrafa. O barato é enjoativo. Muito enjoativo. Imaginem uma Roller (Opa! Outro que será postado posteriormente!) choca.

¿Quién me va a entregar sus emociones?

Após tomarmos, todo mundo foi atrás de procurar alguma coisa para tirar o gosto dessa diarréia engarrafada. Causou-me uma ardência estranha na língua e ouvi o comentário de um dos degustadores, que disse que adquiriu mau-hálito por causa da nossa (in)digníssima Cibal Cola. O refrigerante rodou umas 15 pessoas e mesmo assim não acabou. Por onde passávamos, apontavam e riam para nós. Andar empunhando um refrigerante ruim foi uma das experiências mais constrangedoras que já tive. Os olhares tortos e condenantes se mesclam com uma curiosidade que as pessoas têm: “Mano, me diz o que você vai fazer com essa fita aí. Vai. Me faz entender!”

Jaderson, resumindo o sabor irreverente de Cibal Cola apenas com uma expressão.

Reações Adversas: Carlos Boiago disse que é muito doce, enjoativa e que junta saliva. Bruno Brienze compartilhou da mesma opinião e acrescentou com sua cara de nojo peculiar, além de dizer que ficou com a Síndrome do Arroto Preso. Rafael Gianjope ficou soltando flatulências e vendo a besta que ele tinha invocado, o lixo industrial que ele tinha nos trazido. Fernando Mendes fez uma cara horrenda e se mostrou traumatizado com o experimento. Espero que ele sobreviva. Jaderson disse pouco, mas apenas pela cara definiu toda nossa experiência. Cléio Júnior gostou e disse que fez ele voltar no tempo e lembrar a casa da vó dele. É incrível como sempre tem um idiota de mau-gosto nessas ocasiões. Valeu Cleião!

Cibal.

A conclusão é mais do que óbvia, a Cibal, apesar de ter um guaraná famoso em sua região (a Guaranita, muito bem comentada por todos que a tomam), necessita aprender a fazer um refrigerante de cola decente. Se o diferencial deles é fazer refrigerantes com água mineral, por que não se esforçaram em pelo menos fazer uma refresco de cola que pelo menos aguarde o paladar? Gosto de remédio, pesado, gasoso, arde a língua, enjoativo, e alterna entre o amargo e o azedo. Não há nada de bom que possa ser dito sobre esse refrigerante. Encerro o post aqui, dramaticamente:

E sim, eu caí de verdade.

ANÁLISE

 Sabor: 2

 Mata a sede: 3

 Popularidade: 5

Embalagem: 5

Preço: 5

Bônus: -0,5 (passei mal + mensagem de um amigo durante a manhã, que adquiriu uma diarréia BRUTA)

Nota geral: 3,5

“Produzida com água mineral. Da bica da grota de Mirassol.”