Fanta Morango e Maracujá

Nome: Fanta 

Sabor: Morango e Maracujá (separados)

Recipiente: 600ml Pet

Fabricante: The Coca Cola Company

Local: Somewhere Over the Rainbow

Preço Pago: R$ 1,60

Resenha: Pela primeira vez fui abusado o suficiente para resenhar um produto da The Coca-Cola Company. Claro que não estou falando da Coca Cola, porque afinal de contas o que eu iria escrever aqui? Dez laudas de elogios, preces e agradecimentos? Estou falando do Frankenstein da empresa: o laboratório de química e de marketing chamado Fanta.

Sério, pare para pensar no que é Fanta. Tá bom, sempre tem a Fanta Laranja, o clássico refrigerante de tia, que leva no churrasco da família uma garrafa de Fanta porque fala ‘não gosto de coca, faz mal pros ossos kkk rsrs’. A Fanta não é um refrigerante sofrível, mas particularmente, eu acho ele uma bela porcaria. É muito doce, arde a língua, tem cor de urina nada-saudável e sempre tem uns resquícios de laranja no fundo, que deixam a parada muito nojenta. Pra piorar, a Fanta é o único refrigerante da Coca Cola que consegue perder pro seu nemesis da Pepsi. Sukita é melhor que Fanta. Deal with it.

Agora vejamos a que a Coca Cola já submeteu a Fanta:
Fanta Uva:  Sério, se isso ainda tá em circulação é porque tem gente que compra. E eu queria saber quem é a cria de Satanás que tem a pachorra de entrar em um supermercado e sair de lá empunhando uma Fanta Uva. (Salvo casos meramente científicos, como este blog);
– As inesquecíveis edições limitadas: Fanta Tailândia (Laranja com Manga) e Fanta China (Laranja com Melão). Nem me recordo de ter experimentado, porque antes de ter essa idéia idiota chamada Refrigerando, eu não teria a cara de pau de tomar um refrigerante de Manga ou Melão, faça-me o favor.
Fanta Maçã e Citrus: Ambas horríveis peças de destruição em massa, descontinuadas por terem obviamente falhado em sua missão de genocídio;

- Fanta Mix: Nesse ponto eles simplesmente pararam de tentar inventar e disseram “Tem de tudo aí, toma se tiver coragem”.

Não bastasse toda essa sucessão de experiências científicas e mercadológicas mal sucedidas, a Fanta ainda teve outro filho bastardo: A Fanta Morango. É aqui que chegamos à bagaça de hoje, amigos. A Coca-Cola mais uma vez tenta usar o desfibrilador nesta marca agonizante ao relançar a gloriosíssima Fanta Morango. Não bastasse essa idéia de girico, eles ainda mandaram a finalização: Além da Fanta Morango, foi lançada a Fanta Maracujá!

Claro que assim que vi os gêmeos retardados de família nobre  na prateleira do supermercado tive que pegá-los e trazer para ter certeza da aberração que são.

Fanta Laranja + Kisuco = Meh.

Contando com a Ilustríssima presença de Juza, decidi experimentar a Fanta Morango primeiro, porque, como todos sabem nunca se toma o Maracujá primeiro. É uma lei universal, se você não sabe disso está falhando na vida.

Ao abrir a Fanta Morango, nos deparamos com um alegre aroma de Ypê Maçã, o detergente. O que casa bastante com a cor vermelho-sangue-de-virgem (ou cinza-cor-de-morte, se vc for daltônico ou um cão) do líquido. Ao mesmo tempo em que ela possui um distinto aroma de produto de limpeza, também é possível sentir cheiro de Kisuco. Lembra do Kisuco? Aquele saquinho com um pó colorido que custava 10 centavos e fazia sua água ficar vermelha e doce, com gosto de pobreza? Exatamente.

Em relação à experiencia de consumo da Fanta Morango, ela é um misto de emoções. Ao mesmo tempo ela é doce, mas nem tanto. Boa, mas nem tanto. Ruim, mas nem tanto. De morango, tirando o cheiro de Kisuco, Fanta Morango não tem nada. Ela parece muito a Fanta Laranja, mas um pouco mais doce. E estranha. Sério, eu estou até irritado em ter de escrever o que é a Fanta Morango, porque ela é uma incógnita para mim. Resumo com o seguinte: Não é ruim, não é bom, eu não compraria uma garrafa de 2 litros desta porcaria, mas beberia tranquilamente se tivesse apenas isso pra degustar. Ponto.

Após uma experiência confusa e incerta com a Fanta Morango, engolimos a seco e nos preparamos para a Fanta Maracujá. Devo ressaltar que minhas expectativas quanto à maracujá eram as mais baixas possíveis e ainda assim ela nos surpreeendeu. Quando encaramos a garrafa, logo após saborear a Fanta Morango, foi algo do tipo:

É. A tensão estava grande. Colocamos no copo aquele líquido amarelo. Amarelo não é uma cor muito convidativa quando o assunto é bebida. Sempre vão existir os pseudo-saúde “Aii suco de laranja é tu-do!”, mas tirando o próprio, nada amarelo é muito convidativo ao paladar no campo das bebidas.

Fantasia no Ar

E todo nosso temor e tensão se confirmou com o primeiro gole. O gosto de maracujá é fortíssimo. Combinado com o cheiro de Tang Maracujá, formam uma dupla temível, que tem como objetivo destruir qualquer tipo de lembrança e sensação agradáveis que o consumidor já tenha tido em sua vida. Sério, o negócio é muito ruim mesmo. O primeiro gole é um soco na boca. O segundo é um direto no estômago. Com dois goles você já sente um enorme enjôo e uma vontade incontrolável de se jogar dentro de uma betoneira. Ela parece aqueles “Rebites” que caminhoneiros tomam para dirigir a noite inteira, mas pior ainda. Deve estar parecendo que estou dizendo que é tão ruim só para efeitos cômicos, mas não, é sério, é tão bom quanto uma estaca de madeira atravessando seu esôfago.

A Fanta Maracujá me lembra do slogan da Elma Chips: “Impossível comer um só”, mas no caso da Fanta seria “Impossível tomar um só copo”. É medonho. Sério, este é o aborto da The Coca Cola Company sem dúvidas alguma.

Digo mais: se a Fanta Maracujá vencer o embate contra a Fanta Morango nos SMS dos consumidores, começarei a temer muito pelo futuro da humanidade. A Morango é ruim, mas perto da Maracujá é uma garrafa de Champagne Crystal.

Para escolher qual produto vai continuar no mercado, você deve enviar o sms MORANGO ou MARACUJA para a Coca-Cola. Bom, eu dei minha contribuição, agora é a vez de vocês:

Morango ou Maracujá?

ANÁLISE FANTA MORANGO

Sabor: 4

Mata a sede: 5

Popularidade: 8

Embalagem: 9

Preço: 6

Nota geral: 5

Mais ou menos. Mais pra menos

Continuar a ler

Cuesta Cola

Nome: Cuesta Cola

Sabor: Ferrugem (ops, Cola)

Recipiente: 2,00L Pet

Fabricante: Compania Nacional de Bebidas Nobres (Antiga Cervejaria Belco) 

Local: São Manuel, São Paulo

Preço Pago: R$ 2,40

Resenha: Seguindo a nossa mais nova linha de posts ruins e sem graças, inicio outra sessão de masoquismo estomacal. Sério, as indústrias de refrigerantes desconhecidas daqui do Brasil fazem produtos tão medíocres, que dá até vontade de parar de escrever aqui e ir fazer algo que preste, como trabalhar. Pena que a vontade passa na maioria das vezes. Denegrir o medíocre é uma tarefa árdua. Me pergunto se ainda me encontrarei com uma surpresa boa. Se bem que tivemos o Guaraná Pon Chic, que apesar de ser uma boa surpresa para o blog, não contou com o glamour das minhas papilas degustativas.

Era um biquíni de bolinha amarelinho tão pequenininho, mal cabia na Ana Maria.

Gostaria de agradecer ao colaborador e vizinho de escritório Tiago Cruz, que veio com esse lixo podre. Não falo por falar, esse refrigerante, apesar de ser medíocre e sem graça, conseguiu me deixar empanturrado com apenas 2 copos. Quando o mancebo Tiago apareceu com esse refrigerante na sacola, minha reação foi rir. “Cuesta Cola“? Comecei a imaginar o motivo do produto possuir esse nome curioso, mas a garrafa em formato fálico me roubava toda a atenção. Fui pra casa, cumpri o ritual de sempre: ameacei de morte minha família, caso eles tomassem o refrigerante, porém duvido muito que alguém daqui se aventure em beber lixo.

Enter... the gallery... of SUICIDE! /nowlistening to Cannibal Corpse

Após colocar esse estrume para gelar, a curiosidade bateu e resolvi tomá-lo. Para minha  agradável surpresa, o aroma sentido de dentro da garrafa era de Pepsi. Quando tomei, o gosto de ferrugem veio forte, amarrando a boca, ferrando meu estômago e causando-me uma profunda decepção. As coisas estavam desagradáveis, mas não me senti enganado. Liguei para o Guilherme e pedi para que ele viesse tirar algumas gravuras desse péssimo experimento industrial, já que minha habilidade fotográfica é simplesmente sofrível.

Sério, as fotos que eu tirei ficaram muito ruins. Ainda bem que o Guilherme Abelha veio ao meu resgate. HOO-RAY.

Será que se eu tacar na parede explode?

Quando chegou, o jovem magrelo apenas confirmou o que eu já tinha concluído: Cuesta Cola é de uma terribilidade absurda. Tão absurda que não causa espanto. A mediocridade se enfatiza com a indiferença. Ficamos sem assunto, procurando buscar adjetivos para denegrir esse lixo tóxico, mas as palavras nos faltavam. Repito: denegrir o medíocre é uma tarefa difícil. Tente denegrir a cidade de Mirassol, por exemplo. Ou a cidade de Jaci. Ou Bálsamo. Ou todo esse Noroeste Paulista de fezes. Ok, aqui é calor, chato e cheio de buracos no asfalto. Mas fora isso, aponte um defeito grave ou uma qualidade excelente. É como me senti quando tomei este refrigerante. Sem contar que a flexibilidade da embalagem é uma coisa de outro mundo. É como se fosse estourar a qualquer momento, como uma bomba relógio.

Sério?

Gosto de Pepsi enferrujada, falta de identidade, embalagem fraca e mal-estar. Este post é sem graça porque o refrigerante é sem graça. Ironicamente, está escrito “Pura Diversão” no rótulo do produto. É como se esse refrigerante quisesse que tirássemos sarro dele. Bom, se o objetivo do mesmo era entreter, ele falhou miseravelmente, porque dos 7 dias que essa porcaria ficou na minha geladeira (e olha que eu tentei acabar com ele para não jogar fora), nenhum deles me trouxe a mínima alegria.

ANÁLISE

Sabor: 5 (Pepsi com gosto de ferrugem)

Mata a sede: 4 (Empanturra e enjoa)

Popularidade: 5 (Ninguém que conheço já ouviu falar dele, mas é da antiga Belco)

Embalagem: 5 (Rótulo bem desenhado, mas a qualidade da garrafa é sofrível)

Bônus: -0,5 (Sério mesmo que tá escrito “Pura Diversão na tampinha? Com qual finalidade colocaram isso?)

Preço: 7 (2,40)

Nota geral: 4,5

“Medíocre até de cuestas”

Guaraná Pon Chic

Nome: Pon Chic

Sabor: Guaraná

Recipiente: 2,00L Pet

Fabricante: Pon Chic Refrigerantes 

Local: Divinópolis, Minas Gerais

Preço Pago: R$ 3,00

Resenha: Em um belo dia, com uma agradabilíssima temperatura de forja industrial que só a região de São José do Hell Preto pode nos proporcionar, eis que mais uma vez a campainha soa como um mau agouro. Desta vez estava à minha porta o grande amigo, outrora conhecido como Gorgar Hate, o Guma. Ele havia trazido uma pequena lembrança de sua peregrinação pelo interior de Minas Gerais: o Guaraná Pon Chic. Sério. Pon Chic. O nome por si só é chocante. Onde diabos pretendem chegar com um nome como Pon Chic? O que é um “Pon” e porque ele é Chic? Será que todos os Pon em Minas são Chics? Sério, tentar decifrar o nome desta peculiar amostra da criatividade do interior da terra do Pão-de-Queijo me deixa exausto.

Quando recebi a garrafa de Pon Chicdas mãos  de Guma, senti um choque de adrenalina viajar por meu corpo. São Tomé das Guaranás

Movimento Pós Modernista Mineiro

Medonhas… que rótulo absurdo. Provavelmente desenhado por um fazendeiro chapado de metanfetamina em 1983. Muito, muito Oldschool. Recordando o outro exemplar de refrigerante mineiro que resenhamos, o Guaraná Pequetito, cheguei a conclusão: Os Mineiros chegaram ao limite de onde o ser humano podia ir no ofício de design de rótulos por volta de 1984, por isso todos os mineiros mantém seus rótulos exatamente como em 1984, porque afinal de contas, porque mudá um trem que tá dano certo, uai?

Recebi o alerta de Guma: “Esse negócio aí é interessante, você vai ver. Só que o povo lá em Divinópolis endeusa o tal do Pon Chic.” Pronto. Já imaginei uma horda de Mineiros me perseguindo empunhando tochas e nacos de Queijo Minas nas mãos. Assim como aconteceu no Incidente Pequetito.

Após gelar por uma noite, aproveitei a presença de Akerfeldt, Apu e Frank Aguiar em minha residência e resolvi dividir o filho mais pródigo de Minas (desde Milton Neves) com os amigos.

Preparei meu esôfago e minha língua para experiências não-ortodoxas e, mais uma vez fui surpreendido no primeiro gole. Apesar de o refrigerante Pon Chic não possuir gás algum praticamente, o primeiro gole foi bastante agradável. Suave, doce na medida certa, sem cheiros fortes,  sabores indevidos, detalhes incômodos. Very Interessante.

Aqui é onde todo mundo vai perder o interesse no post:
Após alguns goles e uma surpresa agradável (ALELUIA) esperei para ouvir as reações dos demais membros da experiência percebi: Não estou enganado. O Guaraná Pon Chic superou todas as expectativas, derrubou todos os preconceitos, desafiou todas as leis do mercado e da economia capitalista do século XXI e aplicou um tapa na cara da sociedade. Perdi o fio da meada. Ah sim, o Guaraná Pon Chic é bom. Sim, bom, mas bom de verdade, não “tolerável” que foi o nível mais alto atingido por um refrigerante nesta birosca até então.

Akerfeldt Seduzido pela Magia Contagiante de Pon Chic (too gay)

O Guaraná Pon Chic tem um gosto doce na medida certa, suave, e tem em seu fundo um leve toque de maçã, que deixa a coisa toda uma experiência extremamente satisfatória, ajudada pelo fato de que o rótulo te leva a acreditar que Pon Chic tem gosto de mertiolate.

Como bem salientado por meu amigo Guma, que a propósito parece ser a única pessoa preocupada com nosso bem estar até o momento, em Divinópolis o Guaraná Pon Chic é tão popular quanto a Coca-Cola. Deste refrigerante sim os mineiros tem de ser orgulhosos, não do Pequetito.

Pra finalizar, logo após tomarmos todo o conteúdo da garrafa de Pon Chic, fomos tomar Guaraná Antarctica. Não sei se foi a surpresa, o calor ou se Pon Chic deu um barato muito louco, mas nós quatro entramos em concenso: Pon Chic é melhor que Guaraná Antarctica. DURMA COM ESTE BARULHO.

PS: Obrigado ao Guma pelo Pon Chic e por todos que estão nos mandando refrigerantes. Keep them coming.

ANÁLISE

Sabor: 9 (Bão bisurdo)

Mata a sede: 8 (Bem suave, não engrossa a saliva)

Popularidade: 3 (Divinópolis only)

Embalagem: 2 (1984 ligou e quer o rótulo de volta)

Preço: 5 (3,00)

Nota geral: 8

Chic no Úrtimo!