Coca-Cola Cherry

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Nome: Coca-Cola Cherry

Sabor: Cola e Cereja

Recipiente: 355ml (lata)

Fabricante: The Coca-Cola Company

Local: Obamalands

Preço Pago: US$ 1,30

Sabe quando aquele seu amigo da firma, o Mirosmar, anuncia que irá fazer uma viagem internacional no fim de semana, rumo ao Paraguai e você corre para contar suas moedas para saber se tem dinheiro o suficiente para encomendar um Xbox 360, um Rádio Automotivo Pioneer ou um pacote  de Cigarro Hollywood com o Mirosmar? Pois é, aconteceu comigo, mas no caso não foi o Mirosmar e sim a minha mãe. E no meu caso não ganhei um MP10 Foston nem um headphone bluetooth Multilaser. Ganhei uma Coca-Cola Cherry. Valeu, mãe. Sério.

Como eu não sou uma pessoa que fica dentro do círculo da normalidade no Diagrama de Venn, eu adorei o presente. Fiquei mais empolgado com ele do que com o HD Externo que veio junto na mala. Gostaria de esclarecer para qualquer oficial da Polícia Federal Brasileira que todos os impostos referentes às aquisições supracitadas foram recolhidos (Nunca se sabe né. Risos).

Para aqueles com o what the fuck ligado desde o título do post, eu explico. A Coca-Cola Cherry é uma Coca-Cola sabor Cereja (sério mesmo?) fabricada nos Estadozunidos e exportada para o Paraguai pelo señor Suazo e seu pequeno avião monomotor, que saiu de Boca Ratón com destino às cercanias de Punta del Este e vem carregado com produtos eletrônicos, gadgets chineses e refrigerantes além de, claro,  algumas poucas toneladas de armas de fogo e entorpecentes de uso recreativo.

Coca com chérri.

Cherry Adriani

Quando resolvi finalmente experimentar a primeira bebida que REALMENTE veio da terra do Tio Obamis, fiquei receoso de não haver gás ou da lata explodir em um mar de espuma e fúria sobre a minha mesa. Aquela lata havia viajado muito e visto muita mazela nesse mundo antes de chegar às minhas mãos. SPOILER ALERT: não explodiu.

Ao derramar o conteúdo da latinha em um copo, me deparei com o já icônico líquido preto borbulhante, porém desta vez havia algo diferente. Pensei em duas possibilidades: Ou alguém estava envernizando um tronco dentro da minha casa ou aquele cheiro de verniz vinha de dentro da latinha. Obviamente, imediatamente pedi gentilmente para  que o operário se retirasse e fosse pintar o tronco em outro lugar. Sério, o aroma artificial de cereja é áspero e agressivo. Uma tragada servida na latinha e, imagino eu, é dependência química na certa. Cherry Coke, Not Even Once!

Mentiria se dissesse que não estava ansioso para experimentar a Cherry Coke logo. Coca-Cola e cereja, o que poderia dar errado? Não sei, mas eles conseguiram. A Cherry Coke tem um gostinho fantástico de… plástico. Imagine-se lambendo um pedaço de plástico seco que, por alguma razão, tem no fundinho um gostinho de cereja. É isso, só que molhado. E com gás. O ‘sabor’ do verniz cereja encobre completamente o gosto da coca cola e entorpece todos os seus sentidos. Paladar, olfato, visão e até o sentido da vida é destruído pela violência deste aromatizante artificial, que deve ter sido fabricado em Chernobyl ou Fukushima.

Para aqueles que no começo do post já torceram o nariz e disseram “aim.so. puque. e.cocacola .e.é.do.estadozunido. ele.vai.falar. ki.é.nota.10. olar.” fica aqui meu tapa na sua cara. Primeira experiência intercontinental do Refrigerando é um completo fiasco. Esta porcaria me decepcionou mais do que o 1º mandato do Lula, mais do que a campanha do Mirassol no Paulistão e mais do que o site da internet que dizia que “garotas safadas de Bebedouro/SP querem te conhecer!”.

ANÁLISE 

Sabor: 5

Mata a Sede: 4

Popularidade:  10

Embalagem: 8

Nota Geral: 6

“Thanks Obama!”

 

Guaraná Cruzeiro

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Nome: Guaraná Cruzeiro

Sabor: Guaraná

Recipiente: 600ml vidro

Fabricante: New Age Bebidas

Local: Leme/SP

Preço Pago: Suborn… Presente.

Sabe aquele dia em que você está cansado, triste e desgostoso com o rumo que sua vida levou, aí de repente toca a campainha e alguém te mandou uma caixa de refrigerantes por Sedex? Não? Eu sei.  Os fieis e assíduos leitores do blog sabem que resenhamos a Limonada Galeguinha há um certo tempo e ela se saiu muito bem no teste. Acontece que a sua fabricante a gentil, bela e simpática (rs.) New Age Bebidas gostou tanto da resenha que nos enviou uma caixa de Guaraná Cruzeiro MUITO LOUCA.

Bial desossando no trompete

Bial desossando no trompete

Resolvi ajuntar ozamigo para dividir comigo esta delícia (ARRR). O resultado da reunião está neste vídeo abaixo, que foi gravado alguns meses atrás e só agora viu a luz do dia. Não sei mais o que escrever no texto, e como posts que têm vídeos geralmente não são lidos, vou continuar aqui falando qualquer merda tipo comprei uma panela de pressão só pra ver se eu cozinho mais depressa, sou solteiro não tenho compromisso, se eu lavo, se eu cozinho, ninguém tem nada com isso!

OBS: Obrigado aos leitores pacientes que esperam os escassos posts sem ficar de mimimi nos comentários e à New Age Bebidas. Principalmente à New Age Bebidas. Porque eles nos deram coisas e vocês não. 
OBS2: Nos dêem coisas.

ANÁLISE 

Sabor: 9

Mata a Sede: 7

Popularidade:  6

Embalagem: 10

Nota Geral: 8

“Cruzeiro Campeão Brasileiro”

Schweppes Grape Fusion e Ginger Ale

Schweppes

Nome: Schweppes

Sabor: Uva verde e Goiaba (Grape Fusion) / Gengibre (Ginger Ale)

Recipiente: 350ml Lata

Fabricante: Coca-Cola

Local: Wonderland Ranch

Preço Pago: R$3,50 (ouch!)

Recentemente estive em Brasília e, parafraseando Serginho Hondjakoff, “Sou eterno nessa Brasila”. Foi uma visita interessante. Pude observar a arquitetura, a grandeza e a cultura. Só fiquei decepcionado porque não consegui ver a famosa corrupção. Procurei placas, indicações e até perguntei na recepção do hotel. Ninguém nunca viu. Curioso, não?

Anyways, no Posto de Gasolina em frente ao hotel finalmente encontrei as duas “novas” Schweppes. Novas entre parênteses, pois já existem há mais de um ano, e eu já havia experimentado a Grape Fusion quando estive em Ribeirão Preto. Não sei por qual razão estes refrigerantes inexistem na região de Mirassol. Não é como se houvesse algum perigo do produto ser difamado na internet se fosse comercializado nesta região, não é? Sem falar que o preço de R$ 3,50 em cada latinha é interessante, pois faz alusão ao que acontece com o seu dinheiro em Brasília.

Antes demais nada, vamos falar a verdade aqui: Que danação de nome é esse tal de Schweppes? Duvido que algum brasileiro de verdade tenha ousado pronunciar este nome sem antes ter ouvido alguém dizer. Para aqueles que ainda não sabem como se diz essa joça, é “Xuéps“. Taí um nome que seria mais bem aceito pelo público: Xuéps. Até poderia ter um comercial de TV com uma lata falante, o Xuépinho, um mascote amistoso que influencia as crianças à tomarem Xuéps e usarem crack. Tão anotando aí, Coca-Cola? Pesquisei brevemente a história desse refrigerante, pra saber o porquê do nome, e descobri que ele foi criado na Suíça em 1800 por um rapaz chamado Johan Jacob Schweppe. Daí o nome. Se tivesse sido inventado no Brasil poderia ter tido um nome muito mais interessante, como Silvas, Pereiras, Oliveiras e Venturas.

Hummm que gonhaba gostosa!

Hummm que gonhaba gostosa!

Comecei a aventura paladar pela Schweppes Grape Fusion. Refrigerante afrescalhado que se recusa a usar palavras em português. Maldita cultura americana destruindo nossa rica e bela cultura, am i right guys? Enfim, esta improvável mistura de goiaba e uva verde já começa errado: o cheiro de goiaba. Sério, caras, o que estão pensando? Goiaba é a fruta com o cheiro mais enjoativo da fauna brasileira (rs, erei). Ela tem uma cor feliz, que me lembrou muito o Guaraná Jesus, mas o sabor não.

Ela, ao contrário da Schweppes Citrus tradicional, é suave. Você sente com mais intensidade o gosto de água com gás do que o gosto de goiaba e uva verde. Aliás, a goiaba só está presente na porcaria do cheiro e o gosto de uva só aparece no fim, no aftertaste. Não que o Grape Fusion seja um refrigerante ruim. O problema é que ele mal é um refrigerante. É necessária força de vontade para encontrar o refrigerante nisto. Ela se encaixa na mesma categoria que a H2OH!, o lixo o semi-refrigerante.

Deixei o Ginger Ale para depois, pois como nossos leitores do Paraná (alô Marilene) sabem, tive experiências traumáticas com gengibre. Para ser totalmente justo, devo assumir que odeio gengibre em todas as esferas da vida. Se pudesse eu faria um holocausto de gengibres -Isso foi inapropriado. Desculpe. – E pra ser ainda mais justo, eu não faço a menor questão de ser justo. LIDE COM ISSO.

A Ginger Ale me surpreendeu e não foi negativamente, como é quase praxe por aqui. Ela sofre do mesmo mal que sua irmã Grape Fusion, pois é um semi-refrigerante no estrito senso do termo (que acabei de inventar). Porém, em seu favor pesa o fato de que não existe gosto de gengibre. Sério. Não existe cheiro, sabor nem aftertaste de gengibre. Então porque se chama Ginger Ale, você se pergunta? Quem quiser mesmo saber a razão, me mande um email para eunaodouaminima@ig.com.br que eu lhes conto. Tudo que sei lhes dizer é que este refrigerante cheira a tiozão de alta sociedade.

Vou ilustrar perfeitamente qual é o gosto de Schweppes Ginger Ale para vocês:
Visualize-se em um restaurante de alta classe. Você olha para a direita e vê um quarteto de cordas tocando os maiores sucessos de Thelonious Monk. Você olha a esquerda e vê um senhor com monóculos e cartola letrando seus amigos à mesa sobre como a irregularidade fotográfica dos filmes de Herzog ilustram de maneira verossímil o mundo em que vivemos. Você anda até o balcão, onde um bartender usando colete e gravata borboleta enxuga uma taça com um pano branco. Você pede uma Schweppes Ginger Ale para ele, que lhe cede um sorrisinho de canto de boca, bota um copo sobre o balcão com uma rodela de limão na borda e coloca o conteúdo da lata no copo. Você bebe um gole e sente o gosto do refrigerante. Você sente também um gosto estranho no copo. Sua visão começa a ficar embaçada e  você cai sobre o balcão do bar desacordado e só consegue ver o sorriso malicioso do bartender antes de apagar. Você então acorda no beco atrás do restaurante sem carteira, nem calças e com uma forte ardência no ânus. – Moral da história: “Frescalhões e esnobes são assaltados e violados”.

Fique esperto.

ANÁLISE (Grape Fusion)

Sabor: 5

Mata a Sede: 7

Popularidade:  7

Embalagem: 10

Nota Geral: 6

“All your gonhaba belong to us”

ANÁLISE (Ginger Ale)

Sabor: 5

Mata a Sede: 7

Popularidade:  7

Embalagem: 10

Nota Geral: 6

“Ginger A Lie”

Inca Kola

Inca Cola

Nome: Inca Kola

Sabor: Sinceramente, não sei

Recipiente: 500ml Pet

Fabricante: Coca-Cola

Local: Peru

Preço Pago: Contrabando

A espera foi longa, mas finalmente nosso modesto blog, oriundo das longínquas terras outrora chamadas de São Pedro da Mata Una, rompeu as fronteiras desta terra varonil outrora chamada de Terra de Vera Cruz e avançou até as belas e altas montanhas da terra outrora chamada de Caral. Na verdade nós não avançamos a lugar nenhum. Nosso único trunfo é ter contatos espalhados pelo mundo, como o nosso grande amigo Netto Oliveira, o viajante randômico, que no momento em que eu escrevo este post está no Vietnam. Sério. Não, não sei qual o problema dele.  Em sua viagem anterior ao Peru, para praticar seu costumeiro comércio de Lhamas, nos agraciou com um presente inimaginável: Uma Inca Kola.

Lhamas são legais.

Lhamas são legais.

Como eu desconhecia completamente a existência desta peculiar amostra de cultura andina, constatei após relatos e rápidas buscas na internet, que se trata da bebida gaseificada mais consumida de 9 a cada 10 lhamas e 8 a cada 10 contrabandistas de cocaína, os dois maiores grupos demográficos peruanos, para quem não sabe.

A Inca Kola, que até hoje me escapa a razão pela qual sei chama “KOLA” tem uma assustadora cor de urina de Lhama. Apesar disso, me aliviou um pouco saber que ela é fabricada pela Coca-Cola Company. Sim, a mesma fabricante da maravilhosa Fanta Maracujá.

Se você está curioso para saber o que achamos desta pérola do país com o nome mais engraçado do mundo, depois de Butão, veja nossa vídeo resenha abaixo:

ANÁLISE

Sabor: 8

Mata a Sede: 6

Popularidade:  10 (no Peru)

Embalagem: 8

Nota Geral: 7,5

“Lhama Kola”

Soda Limonada Galeguinha

Limonada Galeguinha

Nome: Soda Limonada Galeguinha

Sabor: Limão

Recipiente: 300ml vidro 

Fabricante: New Age Bebidas

Local: Leme/SP

Preço Pago: R$ 1,35

Estamos aqui mais uma vez, neste blog, que se tornou a mais famigerada instância internética oriunda de Mirassol desde o Cheque pré-datado de R$2,80 pra pagar cachorro-quente.
Em uma recente visita à famosa rede de supermercados Pão de Ló, fui obrigado a comprar algo, pois havia parado o carro no estacionamento para outros propósitos, e se não comprasse nada teria de pagar. Fui então, obviamente, à sessão de bebidas não-alcoólicas para comprar qualquer coisa, apenas para não dar meu precioso dinheirinho para eles só porque eles possuem um terreno bem localizado.

Cuti Cuti Cuti

Cuti Cuti Cuti

Avistei algumas peças já resenhadas aqui, outras ainda não, mas que não têm potencial humorístico suficiente. Resolvi comprar a garrafinha mais bonitinha da prateleira: A Soda Limonada Galeguinha vem em uma garrafinha de vidro, que parece com uma garrafa de cerveja que teve um filho com o Nelson Ned (se você é jovem ainda, amanhã velho será).

Antes de tudo, preciso confessar que esta garrafa de Galeguinha já arrebatou meu coração há tempos. Tenho uma em exposição na minha estante desde os primórdios do Refrigerando. Porém, algo me impediu de violar a beleza imaculada daquela garrafa e acabei por comprar uma nova e não potencialmente estragada para beber.

Pra falar a verdade verdadeira, eu não esperava uma bomba gástrica deste refrigerante. A embalagem é de qualidade alta demais para um produto medíocre. Depois de verificar o fabricante, fiquei ainda mais confiante: New Age Bebidas. Fabricante da gloriosa Xamego, que já nos surpreendeu previamente.
Por falar nisso, “Xamego”, “Galeguinha”… essa marca tem nomes estranhos para seus refrigerantes. Parecem os nomes que o seu Tio taradão de Buritama usa para mexer com as meninas que passam na rua da sua casa.

Após sua devida refrigeração, e muita sede graças à preguiça de levantar do computador para beber água, resolvi buscar a Galeguinha. Antes de a abrir, notei que a mesma possui em seu rótulo uma referência à adorada obra de Akira Toryiama. Sim, uma Esfera do Dragão está presente no rótulo. E é a esfera de 5 estrelas ainda.  Pedi para Shen-Long que este refrigerante fosse realmente decente e abri a garrafa com o dente. Sim, não havia ainda aberto uma garrafa de vidro nestes 18 meses e não tenho um abridor de garrafas no jeito porque não sou da turminha dos bebedores de cerveja, carrinho com tuning BRBRBR HUE.

Faça seu desejo... Menos pedir pra ressuscitar o Kuririn de denovo.

Faça seu desejo… Menos pedir pra ressuscitar o Kuririn de denovo.

A Galeguinha tem a mesma cor da Sprite, ou de qualquer outro refrigerante de limão. “Hurr Durr lógico né?!?!”. Não. Não é lógico. A garrafa de vidro marrom não nos deixa vislumbrar a cor do líquido. Ele poderia ser roxo ou cor de burro-quando-foge até você colocar ela no copo.
O primeiro gole trouxe um sentimento de alívio. O segundo de alegria e o terceiro de felicidade. Soda Limonada Galeguinha é bom. Mas não é bonzinho, é bom MESMO. Tem gosto de alegria, gosto de infância, gosto de cambalhota, gosto de Interior, gosto de bolinha de gude no carpete e gosto de limão.  Shen-Long atendeu o meu pedido. Sinceramente, ela pegou a minha expectativa razoavelmente alta e chutou pra muito longe. Mais longe do que a época de glórias e títulos do São Paulo Futebol Clube.
A Soda Limonada Galeguinha tem gosto de limonada de verdade, não de refrigerante. Levemente gaseificada, com gosto de suco de limão bem açucarado, ela é suave. Bem suave. Desce levemente pela garganta, não é doce demais, não deixa a saliva grossa nem tem qualquer aftertaste indesejável. É refrescante, suave e delicioso. É a experiência refrigerantística definitiva.
Juro que procurei algo de ruim pra falar, porque francamente, é  o que eu faço de melhor, mas não consegui. A Soda Limonada Galeguinha é flawless. Desde o rótulo e a embalagem, passando pelo gosto, refrescância e suavidade, até à Esfera do Dragão no rótulo. Tudo perfeito.
O rótulo diz que ela tem 65 anos de tradição, e eu consigo realmente entender o porquê. Minha única dúvida após experimentar a Galeguinha foi saber qual nota dar para a mesma. Decidi que ela é, de fato, o melhor refrigerante que já experimentei nesta birosca e merece o topo do ranking, mas não vai tirar 10 porque eu não recebi um mimo do fabricante a nota 10 está reservada para a Deusa de Ébano dos refrigerantes.

ANÁLISE

Sabor: 10

Mata a Sede: 10

Popularidade:  8

Embalagem: 10

Nota Geral: 9,5

“All Hail the New Queen!”

Gasosa Paranaense Framboesa

Paranaense Framboesa

Nome: Gasosa Paranaense

Sabor: Framboesa

Recipiente: 350ml Pet 

Fabricante: Gasosa Paranaense

Local: Quatiguá/PR

Preço Pago: Viagem até o portão de casa

Estava eu, no conforto de meu lar, estudando/trabalhando/arrumando o que fazer (seguindo o conselho dos comentaristas exaltados deste blog), quando recebi a visita do carteiro. E não era o carteiro ninja, Thiago Luzin. Era um carteiro com uma caixa. Recebi a caixa que continha meu nome nela. A caixa tinha como remetente Shelley Gois, de Siqueira Campos/PR, cidade batizada atrás do grande Tenente Siqueira Campos, que teve como o maior feito de sua carreira militar, o batismo de ruas em toda e qualquer cidade deste país.

Surprise Motherfucker!

Surprise Motherfucker!

Ao abrir a embalagem, fui arrebatado pela surpresa ao encontrar uma garrafinha vermelha diagonalmente encaixada na caixa. Era um pequeno exemplar da Gasosa Paranaense de Framboesa. Minha mente imediatamente voltou no tempo cerca de um ano e lembrou-se de Curitiba e todas lembranças traumáticas (abraço, Alex Alves).

Aparentemente, paranaenses têm uma tara por refrigerantes vermelhos, por framboesa, e por embalar refrigerantes sob a alcunha de “gasosa”. Não compreendo o propósito de tentar cunhar um novo nome para esta classe de produtos, e não vou tentar filosofar sobre, pois certamente serei alvejados por comentários enraivecidos de paranaenses patriotas. Não, estadiotas. Não, idiotas. Isso, agora sim.

Após dois dias de geladeira, saquei minha coragem do meu coldre e aceitei o duelo com a Paranaense, enquanto me peguei pensando: “Paranaense, Mineiro, Paulistinha…” será que existem todos os gentílicos de estados nos nomes dos refrigerantes? Lanço aqui um desafio. Se alguém souber da existência de guaranás chamados Potiguar, Fluminense, Acreano (Error 404: Not found) ou Piauiense deixe seu comentário.

O rótulo da Gasosa me causou dores na vista. É simplesmente o menor rótulo, com o menor texto que eu já vi na minha vida. O texto foi mais espremido do que o pessoal no busão em São Paulo. Abraço aos manifestantes que estão botando fogo (no sentido figurado) na política brasileira e botando fogo (no sentido literal) nos pneu e nas paradas por aí. #changebrasil

Ao abrir a garrafeta, com medo de a viagem altamente relaxante e confortável propiciada pelos Correios ter danificado a gaseificação do refrigerante, me surpreendi. Ele ainda estava intactamente gasoso e irremediavelmente vermelho. O cheiro inicial do Paranaense, assim como seu compatriota Cini, remetia claramente à popular e onipresente Groselha, porém aos poucos, se transformou em cheiro de Bala 7 Belo, o que se aproxima mais do objetivo declarado de ser Framboesa.

"Fio, lê aqui pra mim que meu zóio não funciona mais direito"

“Fio, lê aqui pra mim que meu zóio não funciona mais direito”

O primeiro gole colocou uma tensão no ar: não tem gosto de groselha. Tem gosto de uva… aguado. O primeiro gole (que sempre acaba por enganar os praticantes desta milenar arte) revelou um gosto de Fanta Uva com água, o que (convenhamos) está longe de ser um agrado ao paladar. Porém, após as goladas posteriores, fiquei feliz em poder realmente reconhecer aquele sabor característico de framboesa artificial, tão utilizados por fabricantes de balas baratas.

A Gasosa Paranaense possui no fundo de seu sabor aquele tradicional gostinho amargo, que apenas aquelas fórmulas químicas não-lapidadas podem propiciar ao paladar. Contudo, não é algo que transforme a degustação em um transtorno. Ela tem o seu charmoso gostinho de framboesa  e ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de ser insuportavelmente doce, acaba soando mais aguado do que qualquer outra coisa.

Não estou fazendo média porque recebi este refrigerante de presente da gloriosa Shelley, lá de Massachussets, um abraço pra Massachussets. Terra do grande Jair Coelho. To mandando 10 pares de Rafarillo para o Jair (NEVES, Milton), mas a Gasosa Paranaense é melhor do que a chefia da família paranaense de refrigerantes, a tão-exaltada Cini Framboesa. Também não posso dizer “Minha nossa, como é melhor este refrigerante, que maravilha, que delícia, que fantástico” mas é melhor sim. Não gostou, pega eu. Não… não pega eu não pelo amor de deus.

PS: Obrigado à Shelley Gois pelo envio do refrigerante. Se você tem algum refrigerante ainda não resenhado em sua cidade, entre em contato conosco que experimentaremos qualquer coisa que nos mandarem. E se você tem uma fábrica de refrigerantes, estamos aceitando dinheiro para fazer uma resenha positiva disfarçada de ironia. Mentira. Ou não. Depende de quanta grana você tem. #changerefrigerando

ANÁLISE

Sabor: 5

Mata a Sede: 5

Popularidade:  2

Embalagem: 3

Nota Geral: 5

“#FORACINI”

Devito Abacaxi

Danny

Nome: Devito Abacaxi

Sabor: Estomazil

Recipiente: 2L Pet 

Fabricante: Refrigerantes DeVito

Local: Catanduva, SP 

Preço Pago: Perdi a notinha do supermercado e não consegui ver

OMG... esse abacaxi...

OMG… esse abacaxi…

Estava em uma jornada em Novo Horizonte para… como colocar isso delicadamente? Colocar pra dentro. Tirar o atraso. Atochar. Dar uma besuntada. Fazer prospecção e sondagem. Após um longo rolê de carro eu finalmente teria o que tanto merecia, após dias e dias de cinco contra um quase que ininterruptos. Eu estava a ponto de ebulição. Como minha barriga precisava de suprimentos para aguentar o baque da pós-fodelança, fui com a guria em um supermercado para preencher alguns espaços na mesa e na geladeira. Compramos uma Coca Gigante, chocolates e mais várias coisas que não me lembro. A minha frente, em uma prateleira em altura média, eu encontrara mais um exemplar da família de purgantes da Refrigerantes Devito: Sabor Abacaxi. Peguei aquela garrafa verde com asco e simplesmente me dirigi ao caixa do supermercado. Passei aquela porcaria pela esteira da atendente do local, que olhava para mim em olhar de reprimenda. Empacotei as coisas e fui para o carro, guardando tudo no porta malas do meu carro.

Prefiro ocultar o que vem depois. Acho que vocês não estariam muito lá interessados em saber. A garrafa ficou no porta malas, pois eu não ia tomar aquilo na frente da garota. E se me desse uma diarréia? Era algo completamente fora de questão. A garrafa ficou lá, perdida e empoeirada por um bom tempo. Até que determinado dia, resolvi procurá-la. Ela havia simplesmente desaparecido.

Achei o produto no quartinho de limpeza daqui de casa, implorando para ser tomado. Eu precisava resenhar mais um refrigerante. Era mais que um sinal, era um chamado. Eu precisava voltar às minhas escritas e concluir a Bíblia dos Refrigerantes. Coloquei a garrafa na geladeira e deixei gelar. Deixei por uns três dias, pois tive experimentos nefastos com refrigerantes lado B que não resfriaram direito dentro da minha geladeira. Três é um número legal, me lembra que Jesus ressuscitou no terceiro dia. Me lembra Menáge a Trois. Me lembra os Três Porquinhos e também os três mosqueteiros. Então 3 é um número massa. Quando abri, não vi lá muito gás no mesmo, porém quando coloquei no copo… a cor de mijo radioativo e a efervescência de antiácido de abacaxi me deixaram estarrecido. Fiquei encarando aquilo e me perguntando se não era melhor ter deixado aquela garrafa apodrecer naquele quartinho empoeirado.

Apu deu a bunda em Curitiba

Radioatividade

Primeira golada e eu já estava puto. Segunda golada e eu já estava transtornado: Atrás daquele gosto de abacaxi sintético, lá estava: um fundo de dipirona! Torci a cara, o nariz e senti um leve arrepio no braço, que me fez ter vontade de colocar aquela garrafa em pé e meter o bicudo nela.  E o gosto de remédio barato pra dor de cabeça ficou na minha língua por um bom tempo, até eu comer alguma coisa pra tirar aquele sabor nefasto da boca. Decidi não tomar mais aquilo, pelo meu próprio bem e deixei o copo quase que cheio em cima da pia, dando as costas e apagando a luz da cozinha, deixando apenas a lâmpada da mesa de jantar acesa, pois eu precisava voltar para a cozinha mais tarde. A combinação entre a lâmpada e o refrigerante deram literalmente a impressão dele estar brilhando no escuro. Fiquei olhando aquilo por vinte segundos e resolvi ir para o meu quarto, sem a mínima idéia que aquilo realmente iria estragar meu estômago.

Já tivemos uma impressão bem ruim de um dos refrigerantes Devito e eu aposto a virgindade anal do Alex Alves (opa, esqueci que ele não tem mais) que todos eles são ruins. Então me respondam, fábricas genéricas de refrigerante do interior: como vocês sobrevivem?

ANÁLISE

Sabor: 2

Mata a Sede: 3

Popularidade:  1

Embalagem: 2

Nota Geral: 2,5

“It’s never sunny on Catanduva Part 2”